por Carol Ito

Conhecido por registrar a geração Momentum, que revolucionou o surf nos anos 90, o cineasta Taylor Steele comenta o surf brasileiro de hoje

Formada por nomes como Kelly Slater, Shane Dorian e Rob Machado, a "geração Momentum" de surfistas norte-americanos revolucionou o surf na década de 90, não só pelo alto nível técnico, mas, também, pela forma como o esporte passou a ser apresentado ao mundo. O grande responsável por retratar esse momento e elevar o padrão estético dos filmes de surf da época foi o cineasta californiano Taylor Steele, 47, que, por sua importância na cena, é considerado parte dessa mesma geração.

Diretor de filmes como Proximity (2017), The drifter (2009) e Momentum (1992), este último documentário que se tornou praticamente obrigatório entre surfistas da época, Steele criou um novo estilo de filmar, captando o lifestyle do esporte a partir da junção com a música. A banda Blink 182 e o cantor Jack Johnson, por exemplo, devem parte do sucesso às aparições nos filmes do cineasta. “O punk rock e surf eram muito próximos em San Diego, na Califórnia, e eu quis destacar a ação e a energia do esporte”, conta o diretor, lembrando que, naquela época, as pessoas se reuniam para assistir filmes de surf em VHS, muito antes dos vídeos no Instagram.

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Em sua terceira visita ao Brasil, Taylor Steele participa nesta quinta (7) do OFF Conecta, evento do Canal OFF, com palestras, exposições e exibições de filmes ligados ao universo do surf, em São Paulo. Aproveitamos a passagem do cineasta por aqui para bater um papo sobre carreira, a geração Momentum e a "Brazilian Storm", time de brasileiros que vêm dominando as competições internacionais nos últimos anos.

Trip. Você foi responsável por inovar o estilo como o surf era apresentado na mídia. Qual o seu diferencial?

Taylor Steele. Eu fiz filmes antes do Instagram. Hoje, é tudo muito mais rápido. Além disso, eu era um garoto que estava entre os melhores surfistas, capturei o que estava acontecendo. Meu trabalho era como uma vitrine para surfistas que se tornariam estrelas. 

Por que você mistura música e surf em seus filmes? Eu queria fazer filmes de surf de um jeito diferente, então, decidi combinar o esporte com arte. Nos anos 90, o punk rock e surf eram muito próximos em San Diego, na Califórnia, e eu quis destacar a ação e a energia do esporte. Nos meus últimos filmes, usei uma trilha mais calma, com sons da natureza, que tinham a ver com as viagens que fiz para filmar.

Como você define a geração Momentum? A geração Momentum eram os meus amigos, minha família. A beleza é que todos queriam evoluir na carreira de um jeito muito amigável e natural, não competitivo.

Tem ideia de como foi a repercussão do documentário Momentum, no Brasil, nos anos 90? Não tenho ideia! Eu fiz o filme pensando que só as pessoas da Califórnia iriam assistir, queria fazer algo diferente e impressionar meus amigos.

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A geração Momentum tem algo em comum com a Brazilian Storm? É interessante pensar que os filmes foram muito importantes para divulgar os surfistas da geração Momentum, assim como os vídeos postados nas redes sociais hoje. São tecnologias diferentes com resultados semelhantes. Além disso, a geração Momentum reunia os melhores surfistas dos Estados Unidos, não do mundo todo. É a mesma coisa com a Brazilian Storm, que reúne surfistas brasileiros que estão trilhando o mesmo caminho. Isso é muito poderoso.

Qual surfista brasileiro você mais admira? Não consigo escolher apenas um. Gabriel Medina me parece uma mistura entre Kelly Slater e Mick Fanning. O Mick não se esforçava muito para estar na mídia, ficava o tempo todo na água, como o Medina. Também me lembra o Kelly porque é muito intenso e progressivo no surf. Gosto muito do Ítalo Ferreira, que acompanho pelo Instagram. Ele parece ser um cara divertido. Curto o Felipe Toledo, que conheci no Taiti, enquanto estava trabalhando em um projeto. Ele é muito hospitaleiro, nos levou de carro para um shoot.

O que espera da sua passagem pelo Brasil, desta vez? Espero ver belas paisagens, a energia e o entusiasmo pela vida que as pessoas têm. Toda vez que venho, penso em passar mais tempo, talvez morar aqui um dia.

Créditos

Imagem principal: Divulgação

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