Você já esteve em um relacionamento abusivo?

por Fernanda Nascimento

Fizemos esta pergunta às leitoras de Tpm e descobrimos que mais de 70% das mulheres já viveram uma relação tóxica. Algumas delas toparam dividir suas histórias para alertar sobre os sinais do perigo

O assunto não é novo, mas nunca deixa de ser atual. A violência disfarçada de ciúme, cuidado e, claro, amor, há tempos já tem nome e sobrenome: relacionamento abusivo. E os exemplos não cansam de aparecer por toda parte. No namoro dos amigos, na relação dos pais, em rede nacional nas cenas do Big Brother Brasil.

Quando perguntamos às leitoras de Tpm se já haviam se percebido em uma relação assim, 7 em cada 10 mulheres disseram que sim. Muitas só se deram conta dos abusos meses ou até anos depois da experiência que minou sua autoestima e sua confiança.

"Você vai se conformando com esse lugar de desvaloração. Passa um ano, passa dois, passa três e você lê uma matéria, conversa com uma amiga, lê um post. Aí você fala: peraí, esse não é meu lugar", explica a psicanalista Maria Homem

Louca, destemperada, descontrolada, feia, velha, mal-comida, burra, idiota. São lugares, segundo a psicanalista, que as mulheres são costumeiramente colocadas – e por isso são a maioria esmagadora das vítimas de relacionamentos abusivos.

"O grande bode expiatório da cultura é a mulher. Só que isso é tão profundo, inconsciente e sistematicamente repetido nas linhas e entrelinhas que todos acreditamos, homens e mulheres. É um nível de submissão à ideia que 'eu errei' que você fala: eu tinha razão, eu provoquei", diz.

"É um equívoco, uma loucura, mas a gente repete. Só que o nível de consciência e de rebeldia está muito mais alto. É como se a gente tivesse tendo um pane, um momento de consciência, até uma mudança de paradigma". 

A seguir, seis mulheres toparam dividir com a Tpm as histórias de seus relacionamentos abusivos. Uma coisa todas elas têm em comum: querem falar sobre o assunto para alertar outras pessoas sobre os sinais que indicam que uma relação não é saudável.

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Você é a culpada

"Quase um ano depois de acabar o Ensino Médio a minha então melhor amiga de colégio se declarou apaixonada por mim e começamos a namorar. Como eu ia dizer que não a amava? Amava, mas talvez não fosse da mesma forma que ela. Foram 3 anos. Ela não gostava dos amigos que eu tinha, das músicas que eu ouvia, dos lugares que eu frequentava, do quanto eu bebia, de como eu interagia com as pessoas, de nada. Tudo era motivo pra briga e pra não brigar eu fui deixando de fazer tudo o que eu gostava até viver só no mundo dela. E ainda assim brigávamos. E ainda assim eu pedia desculpas. A culpa era sempre minha. Eu estava errada. Eu sentia uma dependência imensa dela e precisava me desculpar. Eu tinha outras questões psicológicas que fui tratando nesse tempo e conforme fui melhorando aquele relacionamento foi deixando de fazer sentido. Terminamos. Eu terminei.

Senti um alívio imenso na alma junto com uma sensação horrível de não saber mais quem eu era sem a presença dela. Ela não aceitou. Começou a fuçar minha vida, me perseguir, ligar toda hora, me monitorar, arranjar motivo pra gente se ver. Ficamos algumas vezes, mas sempre tinha briga depois. Eu era a culpada. Eu, meu jeito, o mundo contra nós. Ela ameaçou se matar se não voltássemos e eu desesperei. Mas estava há algum tempo em tratamento psicológico e consegui ser racional: pedi ajuda pra não estar mais sozinha com ela. Nos afastamos. Hoje, 8 anos depois, ainda sinto os efeitos: a dificuldade de confiar em alguém, de me entregar, a sensação de sempre ser culpada quando algo não sai como o planejado. Foi uma mulher. Foi um relacionamento homoafetivo. E isso torna tudo ainda mais grave."

Depoimento Joice Santos, 30 anos

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O que você fez para ele se descontrolar assim?

"Eu conheci esse cara aos 8 anos por intermédio do meu pai, que é amigo dele. Por ele sempre ser muito legal comigo, quando fiz 17 anos a gente se envolveu. Nosso relacionamento durou quase cinco anos. Eu com 17 e ele com 39. No início ele era gentil, generoso e muito respeitador. Me ouvia com atenção, me dava presentes e não media esforços pra me agradar. Era um sonho. Quando assumimos o romance, não demorou pra emendar um fim de semana no outro até estarmos morando juntos. E foi aí que tudo começou a mudar.

Eu estava no segundo ano da faculdade. Ele ia me buscar e me deixar todos os dias, assumiu minhas mensalidades e mais tarde usava isso pra fazer chantagem comigo. Fui notando que ele se irritava quando eu comentava sobre meus amigos e fui me sentindo impedida de tê-los, então naturalmente fui me afastando. Ele dizia que, por ser homem, sabia que meus amigos só queriam sexo, e que minhas amigas todas eram putas, safadas. Então eu tinha que procurar companhia melhor. Às vezes eu saía escondida, mas ele sempre sabia. Sempre me ligava na hora. Se eu atendesse, ele ia bater lá num instante. Se eu não atendesse ia ter que lidar com o drama em casa. Fui alertada por várias pessoas, mas eu não via ele de um jeito ruim. Pra mim aquilo era cuidado. Só que ao mesmo tempo eu achava estranho lidar com consequências severas por coisas simples, como se ele fosse meu pai. A diferença era que a punição era com sexo forçado e muita chantagem. Eu não podia dizer não. 'Não' era um atestado de traição na cabeça dele. Eu comecei a me sentir uma escrava sexual e a não reconhecer aquele homem gentil e carinhoso do início da relação. Para ele, eu sempre estava traindo.

Ele dizia que me amava, que nunca me trairia. Que tinha sorte por me ter ao lado dele. E ao mesmo tempo dizia que ninguém iria me querer porque ele já havia me comido por todos os lugares e que, se um dia eu fosse pra televisão, ele me assistiria e diria pra todo mundo a safada que eu era na cama. Reclamava que eu tinha escolhido uma péssima profissão, com um salário de merda e que não tinha glamour nenhum. Nesse meio tempo descobri que ele tinha uma segunda namorada, flagrei ele sem roupa no quarto dela. Foi um drama só. Ainda sim não o deixei. A essa altura eu já estava esgotada emocionalmente. Sem amigos, distante da minha família, vivendo a vida e a rotina dele e pior: sendo bancada por ele. Ninguém sabia desse lado da minha vida.

Até que na Copa de 2010, um dia como outro qualquer, ele se irritou com o SMS de uma amiga no meu telefone e cismou que era um homem. Não era. Mas ele estava decidido que sim, então não perdeu tempo com conversa. Eu apanhei muito nessa tarde. De controle remoto a socos nas costas. Não sei quanto tempo durou, até que ele cansou. Eu engoli o orgulho e liguei pros meus pais irem me buscar. Nunca mais pisei lá. Infelizmente meu pai me culpou por ter perdido  'um homem maravilhoso' e se questionava 'o que será que eu tinha feito pra fazer ele se descontrolar assim'. Eu perdi o restinho de respeito pelo meu pai ali, mas tinha que aturar porque estava voltando pra casa com o rabo entre as pernas.

O ex me perseguiu muito. Aparecia de surpresa na parada de ônibus, no trabalho, na faculdade. Ganhei flores, chocolates, promessas. Mas as dores no corpo ficaram de lembrete pra não acreditar nisso. Afinal, ele já havia quebrado muitas outras promessas antes. Até então eu não via o abuso em si, só quando ele me bateu que eu reconheci esse ato. Eu não voltei pra ele, apesar de quase ter aceitado uma vez. Até que eventualmente ele cansou de vir atrás. Meu pai não permitiu que eu fizesse B.O. de nada porque 'iria estragar a vida' do amigo.

E hoje, 10 anos depois, lendo e ouvindo outras mulheres que identifico os primeiros sinais de abuso psicológico, sexual e físico na memória. Eu tinha vergonha de falar sobre isso porque me sentia culpada de certa forma. Hoje não tenho mais. Eu conheci uma pessoa maravilhosa e formei minha família numa relação harmoniosa, livre de abusos, onde sou livre pra falar e fazer o que quero e quando quero. Eu tive sorte. Mais tempo com o ex e talvez eu não estivesse aqui hoje."

Depoimento Aline Cardoso, 31 anos

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Você é louca

"Nos conhecemos por amigos em comum e tínhamos um relacionamento 'legal'. Só bastante tempo depois que terminamos comecei a refletir sobre aquela relação e identificar quão abusiva era. Primeiro, ele destruiu a minha autoestima. Eu ia à academia e ele dizia: 'eu não sei para que você malha tanto. As suas pernas são finas e nunca vão engrossar'. Pode parecer inofensivo, mas a cada comentário desse tipo eu me sentia mais insegura. Achava que não era boa o suficiente e, com isso, tinha crises de ciúmes. Ele sempre dizia: 'Você é louca. Precisa procurar um psiquiatra'. Descobri que ele entrava em site de bate-papo e, quando fui questioná-lo, ouvi: 'Eu entro, pois prefiro conversar com os outros a conversar com você. Você é louca. Não sabe conversar'. Ficamos juntos por quase três anos e, quando questionava seu comportamento, ele dava um jeito de 'virar' o jogo. Quando decidi que não queria mais aquela relação, ele mais uma vez tentou jogar a culpa em cima de mim e me responsabilizar por tudo que estava acontecendo com a vida dele. 

Logo eu, que sempre fui de uma família forte, de mulheres que eram responsáveis por suas famílias, me percebi numa relação tão tóxica. Eu me senti fraca. Como num ciclo vicioso, eu me envolvi com outra pessoa, que nunca me assumiu para ninguém. Tivemos um relacionamento longo, mas não havia envolvimento e, mais uma vez, a culpa era minha por querer coisas que ele não poderia me dar. Depois de muitos anos vivendo relações que destruíram a minha autoestima e me fizeram achar que eu não era boa o suficiente, conheci meu marido, que acolheu meus traumas e me ensinou o que é um relacionamento com amor, respeito e parceria. Não quero romantizar minha história dizendo que tive um final feliz. Muitas mulheres não tem. Faço terapia até hoje e as marcas de tudo que vivi ainda estão latentes, mesmo sete anos após o fim do relacionamento. As pessoas querem relativizar e dizer 'Ah... Sempre foi assim' ou 'Isso não é abuso'. Eu só digo uma coisa: se fez mal, se gerou prejuízo emocional, se trouxe marcas, foi abusivo. Quebrar o paradigma da normalização das relações abusivas é muito difícil e eu mesma tive dificuldade em identificar – e olha que tenho acesso, família participativa, conhecimento… A minha relação era de um abuso velado. Aquelas coisas que são 'normais' em 'qualquer relação'. Mas hoje vejo que de normal não tem nada."

Depoimento J., 36 anos

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Vou acabar com a sua vida

"Já tive um relacionamento abusivo e foi um divisor de águas na minha vida. Eu tinha 23 ou 24 anos e ele tinha 29. Namoramos por um ano e os abusos apareceram aos poucos, sem eu perceber. Era basicamente chantagem emocional e ciúmes disfarçado. Fiquei extremamente magra porque não tinha vontade de comer, me afastei de amigos, saí do meu trabalho. Eu estava tão apaixonada e cega que parei de falar para as pessoas o que estava acontecendo com medo de escutar o que elas tinham a dizer. Quando saiu o vídeo 'Não tira o batom vermelho', da Jout Jout, eu assisti várias e várias vezes. Foi o primeiro contato que eu tive sobre o que poderia ser um relacionamento abusivo. Eu fui contando em quantos tópicos o meu se encaixava nisso e pensando: 'não, isso ele só fez uma fez' ou 'essa ele nunca fez'.

Quando realmente consegui terminar, ele me agrediu verbalmente e ameaçou me destruir numa noite em que ele me viu saindo com outro rapaz. As mensagens eram: 'sua vaca, vou acabar com a sua vida'. Depois, ele ainda escreveu um post no Facebook se colocando como vítima. É difícil perceber que estamos num relacionamento ruim porque não aprendemos desde pequenas o que é estar num relacionamento saudável. Dei muita sorte de conseguir sair desse namoro bem na época da #meuprimeiroassedio. O relato de outras pessoas me deu forças pra erguer a minha cabeça, bancar esse término e falar 'eu estou certa, não estou ficando louca'."

Depoimento Thais Alves, 28 anos

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Vou me matar

"Vivi um relacionamento abusivo com o meu primeiro e único namorado. O primeiro sinal de abuso foi perceptível quando me senti culpada por sair com os meus amigos e não ficar com ele. Ele tinha recentemente sido diagnosticado com borderline (transtorno de personalidade) e recorrentemente usava isso para me manipular emocionalmente, fazendo eu me sentir culpada em não dar a atenção e presença constantes que ele exigia. Me afastei dos meus amigos e da minha própria família, que tentou me alertar diversas vezes de que a forma com que eu passava quase minhas semanas inteiras na casa dele, com menos de 2 meses de namoro, não era normal.

Quando eu comecei a perceber que tinha algo errado, ele também notou que eu me afastei e, a partir daí, as coisas só pioraram. A gente começou a brigar por coisas bestas e ele me diminuía e culpava por tudo em todas as situações. Um dia, fui acompanhá-lo ao comprar cigarro e brigamos porque eu não enxerguei o 'cigarro dele' na estante da padaria. Ao retornar pra casa dele, ameacei ir embora e ele surtou. Trancou a porta, disse que iria se matar, gritou comigo e tentou me agarrar à força. Depois desse dia eu tive certeza que precisava de qualquer jeito sair daquela situação. Procurei ajuda psicológica, pois entrei em um quadro de depressão intensa, e também recorri a minha família, que foi essencial para que eu superasse todo o medo que eu sentia de terminar com ele."

Depoimento V., 24 anos

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Sonhei em te matar

"Eu sempre fui uma ativista social. Trabalhei por muitos anos num sindicato de trabalhadores, participava de greves, manifestações feministas... Mas carreguei essa contradição do discurso e da prática por mais de 10 anos. Eu o conheci quando tinha 23 anos e ele estava prestes a completar 40. Era um tipo intelectual sedutor, conseguia conquistar todas as novinhas, arquiteto, dono de um bar famoso. Era meu primeiro relacionamento sério e me achava a mulher poderosa que tinha conseguido dominar o tipo que era disputado por todas. 

Desde o início foi um relacionamento conturbado, marcado por infidelidades por parte dele e um ciúme doentio por mim que acabou por me contaminar também. Ele imaginava situações inexistentes e me ameaçava e insultava criando narrativas às vezes surreais. Eu já tinha efeitos psicológicos que não percebia na época: momentos de paranóia, crise de ansiedade, histeria... Ou porque achava que ele estava me traindo ou porque tinha medo que ele julgasse alguma atitude minha suspeita.

Em 2009 fomos morar em São Paulo porque recebi uma proposta de trabalho irrecusável. Ele estava desempregado e, quando conseguimos alugar um apartamento, todas as despesas eram bancadas por mim. Ele, que sempre foi adicto de drogas e álcool, caiu num poço e eu afundei junto. Nessa época houve um dos episódios mais graves, quando ele me agrediu fisicamente no meio da rua. Uns caras viram aquilo e o empurraram e o espancaram. Ele saiu correndo feito um rato. E eu idiota depois fui correndo atrás dele.

Por que não o denunciei na ocasião? Foi uma das coisas que me torturou por muito tempo. É esse mito do amor romântico, tudo pelo amor. Depois de algum tempo engravidei, sem planejamento, quando nosso relacionamento já estava em frangalhos. Ainda assim, depositei a esperança de que um filho pudesse mudar nossa história. Nessa ilusão de que 'a família salva', abandonei a faculdade, o trabalho, voltei para o interior para me dedicar à maternidade. Não posso negar que o nascimento da minha filha me fortaleceu. Ela me ajudou a despertar a consciência de que as coisas não poderiam continuar assim. 

Quando nos mudamos para Portugal já tinha dentro de mim que não ia durar mais muito tempo. Era a última chance que dava. As infinitas promessas de mudança dele já não me convenciam, já não suportava mais o sexo violento. Foi quando comecei a ler sobre relacionamentos abusivos e os ciclos da violência. E é impressionante como é exatamente assim, um ciclo. E assim passam-se anos. Quando tive coragem de dizer que queria romper o relacionamento, a princípio ele pareceu civilizado e tentamos planejar uma transição. Mas quando ele percebeu que eu já não dava mais satisfações da minha vida para ele, perdeu o controle e foi um inferno.

Eram ameaças constantes. Numa manhã ele me chamou para dizer que sonhava em me estrangular, que já tinha visto que era a forma mais fácil de me matar. E que se eu não sumisse de lá uma tragédia ia acontecer. Nesse dia dormi fora com muito medo e no dia seguinte fui procurar ajuda. Uns amigos indicaram uma associação de apoio à vítimas de violência doméstica e ouvi: uma ameaça dessas não se pode pagar para ver. E assim elas me ajudaram a planejar minha fuga, com apoio da Cruz Vermelha. Dias depois de fugir, ele invadiu minhas contas de emails e redes sociais e apagou tudo que pudesse ser prova contra ele. Porque num relacionamento abusivo quase sempre não existe esse tipo de privacidade e você é obrigado a dizer as senhas para evitar conflitos.

Na casa-abrigo vivi durante 7 meses, junto com outras 20 mulheres e filhos. Foi a experiência mais marcante. Muitas mulheres passam pelo mesmo, são histórias muito semelhantes.Só nessa hora você acredita de verdade que não era um exagero seu, que você não estava louca como o agressor dizia. A direção da casa abrigo dizia que o número de mulheres que passaram por lá aumentou muito, mas não é necessariamente porque aumentou a violência. É que agora as mulheres têm mais coragem e suporte para reagirem. Hoje sou muito feliz, nunca fui tão feliz. Nunca acreditei que experimentaria essa liberdade que sinto hoje."

Depoimento J., 37 anos

Créditos

Imagem principal: Paula Hemm @tangerine.illustration

Paula Hemm é artista visual e designer. Co-fundadora do Volcano Creative Studio, desde o ano passado desenvolve um projeto de ilustração e comunicação no Instagram chamado Tangerine. Na série, que ilustra esta matéria, ela aborda questões como feminismo, relações com entorno e afeto. @tangerine.illustration

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