Autumn Sonnichsen: the forest is not just a place

por Autumn Sonnichsen
Trip #286

Em uma floresta encantada, encontrei cogumelos, fadas, gnomos e elas: Laura e Victoria

Quando comecei esta coluna, escrevia quase sempre no avião e praticamente todos os textos começavam com “Oi, amor” e terminavam com algo parecido com “saudade, em breve tô aí”. Eu contava das paisagens que via passando pelas janelas, dos hábitos fofos ou da perplexidade das pessoas sentadas ao meu lado, do lugar que tinha acabado de visitar ou das mulheres fantásticas que me aguardavam no desembarque. Foi uma época bonita e agradei muitos amores com essas cartas, o que me proporcionou vários benefícios colaterais. Mas tudo muda e esta de agora escrevi na garupa da moto do boy magia, nos rascunhos do celular, com a mala no colo e as câmeras no baú.

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No caminho, faço um cafuné na nuca do meu amor, que me ama ao ponto de sempre me levar da nossa casa no centro de São Paulo até o aeroporto de Guarulhos em sua moto, mesmo na chuva e com todas as minhas tralhas penduradas, pois de carro demora horas e, de moto, 35 minutos. Ele sabe me conquistar.

Magic bunny

Estou indo para a Escócia, a primeira de algumas paradas que farei no mês de fevereiro, a maioria a trabalho, considerando que a minha vida é o meu trabalho. Quando chegar, vou encontrar duas mulheres na Ilha de Skye: Laura e Victoria. O grupo do WhatsApp que usamos para combinar nossos encontros anuais se chama The Bunnies, ou As Coelhinhas. Anos atrás, quando estávamos em um Airbnb em Amsterdã, entrou um coelho pela varanda e a gente passou uma manhã sonolenta e feliz tomando café na nossa cama coletiva, fazendo cafuné naquele coelho mágico. Nesse mesmo dia, nós três tatuamos no pulso o contorno da borda do rio onde nos conhecemos.

Laura é inglesa, toda posh, com um sotaque britânico marcante daqueles de quem estudou em um colégio ao estilo Harry Potter, com saia xadrez e professoras malvadas. Victoria é uma finlandesa selvagem, que cresceu ao lado de uma floresta encantada, cheia de cogumelos e, segundo ela, fadas e gnomos.

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Foi nesse mundo de fantasia, na casa em que ela cresceu, a uma hora e meia de carro de Helsinque, que fiz essas fotos. O vizinho mais próximo ficava a cinco quilômetros de distância, mas ele morreu uns anos atrás. É o tipo de lugar em que você pode gritar o mais alto possível sem ninguém te ouvir; você pode até tirar a roupa no meio da floresta e andar só de botas. Às vezes é bom ficar com frio. E é também o tipo de lugar em que você sai para correr agradecendo à senhora sorte: que bom que ela veio me encontrar enquanto eu trabalhava.

Créditos

Imagem principal: Autumn Sonnichsen

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