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SUNNY DAY

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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‘Sunny brilhante’ – com esse título escrevi uma coluna, há quatro anos, destacando a performance do surfista havaiano Sunny Garcia, 30, na vitória da etapa de abertura do Tour 96.
Desde então Garcia amargou um jejum de vitórias no WCT, incomum em seu retrospecto profissional. São catorze anos de carreira, dez anos consecutivos entre os 10 melhores do mundo, por quatro vezes terceiro colocado e oito vitórias em etapas do mundial.
Com esse currículo, seu nome é sempre lembrado nas habituais listas de favoritos quando o circuito começa. Havaiano da gema, carrega a expectativa de títulos para a pátria do surfe, que em 24 anos de disputa chegou ao topo apenas em 93 com Derek Ho.
Defendendo os interesses da nação havaiana – que, apesar de ser um estado americano desde 1959, no surfe é visto como um país independente – ou os seus interesses pessoais, o fato é que, em sua longa carreira, Garcia viu seus companheiros, amigos e principais rivais chegarem ao título e ele próprio morrer na praia.
Tom Curren, Barton Lynch, Damien Hardman, Martin Potter, Derek Ho, Mark Occhilupo e seu compadre Kelly Slater foram seus algozes de geração.
A ausência de Slater, o título de Occy no ano passado e o início de temporada vitoriosa devem servir de estímulo a Sunny. Esbanjando forma física, ele faturou o Billabong Pro em Queensland, Austrália, na semana passada.
O título na etapa de abertura da 25ª edição do Mundial de surfe vem ratificar a excelente fase que atravessa o havaiano. Fechou a temporada 99 em quarto lugar com a vitória na prestigiosa Tríplice Coroa Havaiana em dezembro. Começou o ano engordando a conta bancária em US$ 50 mil, vencendo, em ondas de 12 pés em Sunset, o ‘Shoot-out’, evento organizado pela Da Hui (que além da excelente premiação, promove a disputa por equipes).
O ano portanto começa ensolarado para Sunny, o que é muito importante para quem tem pretensões de chegar ao título mundial. No ano passado, muita gente que acompanha o esporte desejou e ficou feliz com a vitória de Occy. É provável que o mesmo sentimento volte este ano para Sunny.

*

Highlights: Tita Tavares (3ª) foi o melhor brasileiro na abertura do WCT 2000. Lisa Andersen (2ª), recuperada da contusão que a afastou dois anos do Tour, provou que está em forma, e só perdeu para atual campeã Layne Beachley. No masculino, os brasileiros, Armando Daltro e Victor Ribas ficaram em nono. Colocada em discussão a realização de mais uma etapa do WCT no Brasil, em Fernando de Noronha, PE, a proposta foi bem recebida e deve ser definida na reunião do meio do ano da ASP. Vice-líder do ranking do WQS e motivado pelo terceiro lugar obtido no O’neill Cold Water Classic, na Califórnia, Joca Jr está na Austrália para disputar duas etapas, de quatro e cinco estrelas.

NOTAS

WAKE
Lamentável mas plenamente justificável o cancelamento da Copa Wake/Esqui Rio Boat Show na Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio. A prova faria parte dos eventos da Feira Náutica, que acontece na Marina da Glória a partir do próximo dia 7, mas foi cancelada devido as péssimas condições da água da Lagoa.

POROROCA
Realizado nos rios Capim e Guamá, Pará, terminou terça-feira o Bad Boy/Rider. Em ondas quilométricas de três pés, o paraense Sandro Rogério foi o vencedor, seguido pelo niteroiense Ricardo Tatui. Em cada bateria de uma onda os atletas surfavam cerca de seis minutos.

MASTER
Apesar da poluição, está programado para o próximo final de semana na Prainha, Rio, a primeira etapa do circuito Master Orla Rio de Surf. Como no ano passado, serão 96 participantes que concorrerão nas categorias profissional, senior e master.

PALAVRAS-CHAVE
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