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RECORDES, IMAGENS E PALAVRAS

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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Nos próximos dois finais de semana o pára-quedista brasileiro Guilherme Pádua, 25, tentará quebrar o recorde mundial de permanência em queda livre.
O atual recorde foi estabelecido em 1960 em projeto desenvolvido pela Nasa, o centro aeroespacial norte-americano. Com roupa de astronauta, um coronel pára-quedista saltou a 102 mil pés (cerca de 31 mil metros) e permaneceu quatro minutos e 35 segundos em queda, marca que já dura 40 anos.
O salto do brasileiro será a 35 mil pés, quase um terço da altitude do salto da Nasa, mas com um macacão especial, o wing suit, dando maior arrasto, e portanto, uma razão de queda menor.
Com o macacão, Gui pretende voar durante cinco minutos. Os saltos serão na cidade do Rio de Janeiro e, se tudo correr como se espera, um segundo recorde poderá ser superado; o de deslocamento no ar.
A bordo de um C-130, avião da FAB que comporta até 150 pessoas, estarão três fotógrafos / cinegrafistas, dois médicos da aeronáutica, cinco pára-quedistas das forças especiais / grupo dos precursores, além dos seis tripulantes e Guilherme.
Desde a morte de Patrick de Gayardon, pai do skysurf e inventor do wing suit, Guilherme vem trabalhando na continuidade do projeto do amigo, com quem, como cinegrafista aéreo, foi campeão mundial de skysurf em 96.
Além dos saltos frequentes com o wing suit, o treinamento inclui sessões regulares na câmara hiperbárica do CDA (Centro de Desportos da Aeronáutica), simulando a pressão atmosférica e a redução de oxigênio.
Outra variação brusca no salto será a de temperatura. Quando o GPS marcar o ponto do salto sobre o Recreio dos Bandeirantes, na Barra da Tijuca, a temperatura externa estará por volta dos 55 graus centígrados negativos. Ao pousar, idealmente próximo ao Quebra-Mar, no outro extremo da praia, 18 quilômetros percorridos, o termômetro terá subido cerca de 90 graus.
No último Domingo, o programa Fantástico da Rede Globo apresentou uma matéria sobre o wing suit. Como se costuma dizer, uma boa imagem vale mais do que mil palavras. E elas, as imagens, realmente foram bem editadas. Já as palavras, pura desinformação.
Patrick morreu por falha sua. Ao improvisar um aerofólio, a fim de reduzir o atrito no macacão, acabou por costurar um tirante do velame que comprometeu sua abertura. Diferentemente da conclusão da matéria, segundo a qual a morte não teria sido explicada.
Sobre o atual recorde de deslocamento de Adrian Nikolas a matéria registrou 7.450 metros, quando na verdade o salto realizado na Inglaterra resultou em 15.800 metros de deslocamento, este sim o atual recorde. O fato que esta marca poderá ser ultrapassada por um brasileiro nos próximos dias também não foi informado.

NOTAS

MARESIAS
Dois campeonatos inéditos na bochichada praia do litoral norte paulista. No último final de semana o Paddleboard 2000 estreou competições de remada no país. Uma forte ondulação adrenou a prova, com saída e chegada na Barrinha e volta pelo Parcel. Um helicóptero e um barco dos bombeiros acompanharam a prova, vencida por Patrick Prado em 54 minutos. Já no próximo sábado, cinco dos melhores times de rugby do país se enfrentarão na mesma praia.

SUPER TRIALS
O paulista Beto Fernandes saiu na frente no ranking que irá classificar 16 surfistas para o Grand Slam 2001, divisão principal do surfe nacional. A prova, disputada em Torres, RS, teve ondas grandes e de qualidade.

BUNGEE JUMP
Está prevista para hoje a tentativa de quebra do recorde brasileiro de bungee jump pelo carioca Carlo Alessandro Benjamin. Ele pretende saltar de uma altura de 143 metros da ponte férrea de Guaporé ,RS, a segunda maior ponte férrea do mundo. O antigo recorde brasileiro é de 90 metros.

PALAVRAS-CHAVE
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