
Em 1979 eles abriram dois bingos. Duas décadas depois, compraram hotéis e cassinos na Flórida e, em 2007, arremataram por US$965 milhões a cadeia Hard Rock Cafe. Os megaempresários em questão são índios norte-americanos semínolas.
Totalmente adaptados ao modo de vida ocidental, a tribo de 12 mil integrantes tem reservas em Oklahoma e na Flórida e até a década de 1970 viviam de gado, frutas e empréstimos do governo. Aí veio o pulo do gato: como juridicamente suas terras são estados à parte, não seguem as leis dos brancos – e não pagam impostos. E mais: conseguem estender o benefício para novos empreendimentos, transformando-os em “extensões” das reservas.
Assim multiplica-se a fortuna dos semínolas, morongos e outras etnias dos EUA. Não à toa, ao anunciar a compra do Hard Rock Cafe em 2007, em cerimônia na Times Square, o cacique semínola lembrou que a ilha de Manhattan havia sido comprada dos índios pelos colonizadores no século XVII e mandou: “Vamos comprar tudo de volta, hambúrguer por hambúrguer”.
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