EM BUSCA DA COCA
Por Redação
em 21 de setembro de 2005
A matéria de João Carlos Botelho publicada ontem nesta Folha traz uma boa sugestão para um melhor desempenho dos brasileiros no circuito mundial de surfe. A idéia, ao que parece, pioneira, é a de acertar um patrocinador comum a todos os participantes do país no Tour.
Esse suporte financeiro viria de um grande patrocinador de fora da indústria do surfe, de modo a não conflitar com os patrocinadores individuais (como a Coca-Cola com a seleção de futebol). Esse provavelmente o ponto mais polêmico do projeto: conciliar os interesses dos habituais patrocinadores com o do time.
Quem já acompanhou uma etapa do Tour no exterior sabe que os brasileiros são os mais unidos e que, apesar da competição individual, eles formam um verdadeiro time. Para os atletas, além de mais dinheiro, eles teriam melhor suporte técnico e logístico, sobrando mais tempo para se dedicarem ao esporte.
Outro possível foco de dificuldade no projeto da Abrasp (Associação Brasileira de Surfe Profissional) apresentado por Roberto Perdigão, diz respeito ao técnico da equipe. Rômulo Fonseca, o Rominho, que já atua com quatro dos atuais sete representantes do Brasil, é o mais cotado mas não é unanimidade na ‘equipe’ e entre os estreantes.
Ao que parece, os atletas não foram consultados sobre o projeto. É claro que ainda há tempo, mas, como maiores interessados, deveriam ter sabido antes da divulgação da proposta.
Um fator crucial para a devida avaliação do projeto, é saber por quanto estará se vendendo, e principalmente o que deverá ser entregue. Um patrocinador do segmento, que há anos vem investindo em um atleta, e que hoje remunera pelos padrões internacionais, não deverá, com razão, aceitar comprometer sua exposição.
De resto, a idéia é boa e deve haver um esforço para tentar viabilizá-la. Melhor ainda se ela fosse extensiva a outras categorias, mais carentes de recursos mas não menos importantes para a evolução do esporte.
NOTAS
WQS
Os australianos Richard Lovett (1º) e Toby Martin (2º) viraram na final a bateria decisiva do Hang loose Pro Contest em Maracaípe, PE, deixando Peterson Rosa, Fábio Gouveia e torcida prá trás. O terceiro lugar garantiu a Rosa a liderança do WQS e do Brasileiro. Nenhum dos brasileiros que têm chances garantiu vaga na etapa. Hoje em Fortaleza, CE, começa a última etapa no país.
A melhor de Pernambuco
Falta muito pouco para a confirmação do Hang Loose na ilha de Fernando de Noronha em fevereiro. A idéia é ‘fechar’ a Ilha para o evento, garantindo a presença da imprensa, já que a torcida não terá acesso, e servir de teste para a realização de um WCT no futuro, idéia apoiada pela ASP e tecnicamente mais fácil pelo número bem menor de atletas.
Longboard
A praia de Itaúna, Saquarema, RJ, recebe nos próximos dias 13 e 14, longboarders de todo o país para a disputa do Da Hui Classic, que definirá o campeão nacional.
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