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VERTICAL SEM LIMITE

Big Riders e Super Surf mostram que dinheiro não determina motivação

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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Nas últimas semanas andei associando grana com o desempenho de alguns atletas aqui na coluna. Numa delas, falei de uma categoria de surfistas, os big riders, que apesar de integrarem a elite do esporte, são pouco valorizados pelos patrocinadores e dizia que o Big Trip de certa forma resgatava um pouco desse descrédito, oferecendo R$ 30 mil para o surfista que pegasse a maior onda. Na semana passada, destaquei outro grupo de surfistas nacionais, os competidores do circuito Super Surf, cuja dedicação a uma prova paralela, e de baixa premiação, me chamou a atenção.

Em ambos os casos, fica evidente que o dinheiro não é o fator determinante para a motivação desses atletas. Os surfistas de ondas grandes já se arriscavam, e vão continuar a fazê-lo, independente do prêmio, e seguramente não foram os R$ 200 destinados a cada um dos quatro integrantes da equipe vencedora o que levou alguns dos melhores surfistas do Brasil e do mundo a competir no Tag Team na etapa do Ceará. Mesmo sendo profissionais, trabalho e prazer se confundem – aliás como idealmente deveria ser para todo mundo – e não raro para esses atletas o prazer predomina.

Para os skatistas, o próximo final de semana vai ser uma ótima oportunidade de testar essa teoria. De um lado um dos melhores halfpipes do planeta; de outro, a maior premiação já oferecida em um campeonato no país; compondo a receita, os melhores competidores.

O Red Bull Skate Pro vai reunir no Parque da Independência, em frente ao Museu do Ipiranga, 30 skatistas de vertical, disputando US$ 30 mil, sendo US$ 11 mil para o primeiro colocado. Uma triagem com 30 atletas no sábado de manhã irá selecionar 15 skatistas que se juntarão a 15 convidados para a competição principal.

Entre os nomes escolhidos para a prova estão vários brasileiros entre os melhores do mundo: Bob Burnquist, Cristiano Mateus, Lincoln Ueda, Digo Menezes, Sandro Dias e Marcelo Kosake. Entre os estrangeiros, destaque para Omar Hassan e Sergei Ventura dos EUA, para os europeus Ali Cairns e Mathias Ringstron, entre outros.

O Halfpipe Kingsize tem 15 metros de extensão, quatro de altura e tem uma transição curta, o que aumenta a velocidade e a possibilidade de manobras aéreas. Construída com a consultoria de Burnquist, a pista – considerada a melhor transportável do mundo – pesa oito toneladas e veio da Áustria. O melhor: vai ficar no Brasil após a prova.

A programação inclui uma prova à parte pelo melhor aéreo, com US$ 500 de prêmio, outra pela melhor manobra, além de shows de hip-hop nos intervalos, com encerramento no domingo à tarde com a banda O Rappa. O evento será transmitido ao vivo pelo Sportv, mas vale a pena conferir in loco. O cenário do Parque da Independência, um dos berços do skate nacional, contribui.

Tranqüilamente todos os competidores, finalistas e convidados, passariam o fim-de-semana andando no Kingsize independente do Red Bull. Mas sem dúvida as 300 verdinhas de Abraham Lincoln vão contribuir para puxar os limites.

NOTAS

EVEREST

Encerrada a temporada, 100 alpinistas chegaram ao cume e quatro morreram tentando um índice muito melhor do que há poucos anos. Erik Weihenmayer foi o primeiro cego, Sherman Bull, 64, o mais velho, Temba Sheri, 14, o mais novo, e Marco Siffredi o primeiro a descer de snowboard.

SURFE ACADÊMICO

No formato ‘Tag Team’, equipes com cinco surfistas de diferentes categorias, 16 escolinhas do litoral paulista, estarão disputando no domingo no Tombo, Guarujá, o Quiksilver Surf School.

SUPER TRIALS

Após quatro etapas, faltando outras quatro, nenhum surfista garantiu ainda a participação no Super Surf 2002. Na última etapa em Florianópolis (SC), competiram 184 atletas (recorde), entre eles muitos nomes novos.

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