Por Redação
em 8 de novembro de 2007
Venceu o melhor
Mick Fanning, o mais focado e comprometido surfista da temporada, viveu dias tensos até a decisão. Foram quatro dias sem ondas, dois de tempestade, até que as ondas da Praia da Vila, Imbituba, SC, quebrassem para os melhores de mundo no Hang Loose Santa Catarina Pro.
Na terça-feira, com ondas de dois metros, os três atletas que disputavam o título continuavam na competição. Kelly Slater, nas oitavas, foi o primeiro a rodar. Na fase seguinte foi a vez de Taj Burrow perder. A festa australiana estava armada.
A essa altura Fanning já estava na água com o amigo de infância Joel Parkinson para a disputa da primeira semifinal. “O que faremos?”, perguntou ao amigo e grande incentivador. “Sei lá”, respondeu Parko. Fanning fez o que sabe, somou 18,7 pontos, a maior pontuação do campeonato, para avançar à final.
Saiu da água carregado e aliviado com a conquista de seu primeiro mundial. Apesar de chegar ao Brasil liderando com folga, Burrow e Slater tinham chances matemáticas e, especialmente com este último, dono de oito títulos, não dava para brincar.
Voltou para água inebriado, pela folia e pelo champanhe. Relaxado, não teve dificuldade para vencer o também australiano Kai Otton, estreante que, com o resultado no Brasil, subiu para a nona colocação no WCT, uma atrás de Jeremy Flores, da França, com quem decidirá na última etapa, no Havaí, o Rookie of the Year, o melhor novato.
Bicampeão da etapa brasileira, Fanning vai para Pipeline, Havaí, somando três vitórias e oito pódios em nove etapas. Aos 26 anos e em sua sétima temporada, ele chega ao resultado que já rondava desde sua estréia em 2002, quando ficou em quinto. Em 2004 uma contusão no joelho o tirou do páreo, mas resultou numa grande motivação. “Foram seis meses ótimos, não tive de me preocupar com surfe e conheci a mulher que amo. Foi ruim para o corpo mas bom para a mente e o coração.”
Fanning teve cinco irmãos, o mais velho, Sean, morreu em um acidente de carro. A mãe, Liz, administra sua carreira, e o pai se separou quando ele tinha 1 ano.
Ele chega ao título com todos os méritos, um título que há sete anos não ia para a Austrália.
MOSTRA NA OCA
Arte, cinema e música no Festival Alma Surf, hoje e amanhã, com destaque para o show de Donavon Frankenreiter.
TEAHUPOO 20 PÉS
A brasileira Maya Gabeira, rebocada pelo local Raimana e sob os olhares de Laird Hamilton, se destacou no swell que reuniu big riders na semana passada no Taiti.
DOWNHILL & STREET SKATE
Na Califórnia, EUA, o brasileiro Sergio Yuppie venceu o Slide Fest, considerado o mundial nas ladeiras. Em Recife, Ricardo Porva faturou o Millys Pro, pelo Brasileiro de street.
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