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Um swell atrás do outro

O Billabong Big Wave Award espalha-se por novas praias

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Créditos: Murillo Meirelles


Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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Ao contrário do que vinha acontecendo em anos anteriores, a temporada de ondas grandes no hemisfério norte não vai acabar com a chegada de março e também não se restringe ao Havaí e à Califórnia. E o swell, que já havia sido farto desde novembro, deve continuar a romper barreiras. Com isso, os organizadores do Billabong XXL Big Wave Award, torneio que premia o surfista que dropar a maior onda do ano e que termina oficialmente no próximo dia 30, terão que ralar sobre evidências fotográficas que indicarão quem será o merecedor do caneco este ano.

A mesa da diretoria do torneio já está repleta de fotos, e pelo menos meia dúzia delas mostram drops em ondas de 60 a 75 pés de face. O dia que mais produziu inscrições até agora foi 15 de dezembro, em Jaws, palco da onda vencedora de 2004, quando Pete Cabrinha dropou 70 pés e embolsou 70 mil dólares. Este ano, Cheyne Horan, Makua Rothman, Laird Hamilton, Pete Cabrinha e os brasileiros Carlos Burle, Haroldo Ambrosio e Jorge Pacelli, este fazendo uma volta triunfal ao big surfe, estão entre os candidatos ao título que premiará com 60 mil dólares o surfista campeão (se a onda tiver mais que 60 pés, soma-se à bolsa mais mil dólares por pé surfado).

Mas a boa novidade é que picos até então virgens de ondas grandes também renderam frutos. Em Portugal, mais exatamente em Cascais, o local Tiago Pires ainda está em estado de graça porque foi rebocado, em janeiro, para dentro de uma onda de 25 pés. Para registros futuros, foi essa a primeira vez que o verdadeiro tow-in foi praticado na terrinha. Além dos picos usuais tem também bons drops vindos da África do Sul, do Chile, do Taiti e da Costa Basca.

Serão também merecedores de glória para os organizadores do XXL o rapaz e a moça (porque este ano existe um prêmio para mulheres) que conseguirem entrar no braço na maior onda (o Paddle-in Award), e o que pegar o maior tubo da temporada, categorias nas quais Eraldo Gueiros está competindo.

E, se não bastasse a dificuldade para definir um vencedor com diferenças de um ou dois pés em ondas com mais de cinqüenta, novas inscrições devem estar a caminho. Segundo as bóias de controle marítimo um novo swell está se direcionando ao Havaí, que nesta semana já teve a baía de Waimea fechando, e à costa oeste americana. Ondas com 30 pés e intervalo de 20 segundos, que chegam com o dobro de tamanho à costa, são esperadas entre amanhã e domingo.

E na semana passada, um dia depois do encerramento oficial do período de espera, que foi prorrogado devido às boas condições, aconteceu o Maverick’s Surf Contest. O mar estava nervoso, totalmente surfável, e mais de 10 mil espectadores aglomeraram-se no cliff para testemunhar os drops. Na água, 28 surfistas convidados davam seu show em ondas de 20 pés. No final do dia, a vitória ficou com Anthony Tashnick, 20, pupilo de Flea Virostko. O segundo lugar, com Greg Long.

NOTAS

MUNDIAL DE SURFE – WCT

Mesmo com ondas de tamanho e formação favoráveis em Snapper Rocks, Austrália, nenhum brasileiro foi além do 17º lugar na prova inaugural da temporada. Mick Fanning venceu e o estreante Chris Ward, com direito à única nota 10 da prova, ficou em segundo.

GROM SEARCH

O local do Guarujá Wesley Moraes e a paranaense Bruna Schimtz foram os vencedores do circuito organizado pela Rip Curl para atletas de até 16 anos. Eles garantiram vaga para o Mundial da categoria na Austrália e um mês de intercâmbio.

COPA DO MUNDO DE SNOWBOARD

Isabel Clark ficou em 15º lugar na etapa de Lake Placid, EUA, e garantiu a vaga para os Jogos de Turim 2006.

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