TEMPO DE MUDANÇA
Nos últimos anos, o volume de praticantes do surfe de ondas grandes multiplicou, assim como as opções de locais apropriados para sua prática
Por Redação
em 21 de setembro de 2005
Durante muito tempo o surfe de ondas grandes foi altamente restrito. O número de praticantes caía em proporção geométrica à medida que as ondas cresciam em escala aritmética. Os locais para a prática se resumiam, além de algumas lendas, a dois ou três, com destaque para as praias de Waimea e Sunset, no North Shore havaiano. Havia um tabu com relação a eventos, já que o big surf deveria transcender as competições. E os equipamentos não eram nem sombra das evoluções que o surfe, digamos, convencional, experimentava.
Quanta mudança. Nos últimos anos a modalidade é a que mais se desenvolve. O volume de praticantes multiplicou, assim como as opções de locais apropriados para sua prática. Os equipamentos se sofisticaram e o fato mais marcante nesse sentido foi a inclusão do jet ski para a projeção do surfista na onda. E as competições, que durante mais de uma década ficaram restritas ao Quiksilver in Memory of Eddie Aikau, estão surgindo a cada nova temporada.
Primeiro foi o Mundial por Equipes em Todos os Santos, México, depois o Man Who Ride Mountains, em Maverick’s, Califórnia, EUA, além dos concursos como o K2 e o Big Trip, que premiam o surfista que descer com sucesso e tiver o registro da imagem, a maior onda da temporada.
Na última temporada, pela primeira vez, os prêmios foram estendidos aos praticantes de tow-in, o surfe com auxílio do jet ski. O incentivo de US$ 60 mil oferecido pelo site swell.com acabou contribuindo para a descoberta para o mundo do surfe da bancada de Cortes, a 100 milhas da costa, no Pacífico.
Dois novos projetos seguramente irão acrescentar alguns centímetros nos limites até agora estabelecidos, basta para isso que a temporada que se aproxima seja favorável do ponto de vista das ondulações.
O Billabong Odyssey pretende a partir de outubro e nos próximos três anos descobrir as maiores ondas do mundo. Para isso o projeto reuniu o máximo de tecnologia no rastreamento de ondulações, barcos especialmente preparados e atletas mais competentes, e de quebra irá oferecer o inusitado prêmio de US$ 1 mil por pé de onda surfada. Os organizadores prometem ainda uma premiação adicional caso a barreira dos 100 pés seja transposta. Todos acreditam que essa onda exista e pode ser dominada.
O segundo projeto para a temporada é o Tow-In World Cup que irá reunir 16 duplas em Jaws, Maui, Havaí, com o prêmio recorde de US$ 70 mil para o primeiro colocado. Idealizado por brasileiros a Copa está sendo viabilizada pelos Estúdios Mega, uma das maiores produtoras e finalizadoras de vídeo da América Latina, que pretende transformar a competição em um documentário. A lista de convidados inclui o primeiro time de big riders, à exceção de Laird Hamilton, o ‘rei’ de Jaws, que avesso às competições ainda não confirmou a participação.
NOTAS
SUPER SURF
O mar subiu e a expectativa aumenta para a quinta e penúltima etapa, que pode ser a decisiva. Os três primeiros colocados, Tânio Barreto, Dunga Neto e Savio Carneiro, estrearam na quarta-feira passando suas baterias. A prova está sendo disputada na Prainha, RJ, e vai até domingo.
CORRIDA DE AVENTURA
Com o segundo lugar obtido na etapa Rota Nordeste, a equipe Lontra Radical confirmou a excelente fase e conquistou o Circuito Brasileiro 2001 por antecipação.
ESCALADA
Este será o primeiro outono em 28 que nenhum time vai tentar escalar o Everest pelo lado nepalês, o mais popular. O motivo é a violência civil no país, agravado com o massacre da família real no dia 1º de junho.
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