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Surf dos grandes

Despedida heróica e as últimas notícias vindas do mar

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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Mark Occhilupo, ou Occy como é conhecido, comunicou que está de saída. Aos 38 anos, e com mais de 20 anos no circuito profissional, Occy acha que deve parar enquanto ainda se mantém entre os melhores. Ele se retira, mas sua impressionante história fica.

No começo da década de 80, Occy foi considerado um dos grandes prodígios mirins do esporte. Aos 17 anos já era o segundo melhor surfista do mundo pelo ranking do WCT e todos os holofotes estavam nele. Primeiro atleta da equipe Billabong, Occy fazia justiça à fama e acenava com uma carreira de glórias dedicando-se full time à vida atlética: treinava à exaustão, alimentava-se como um monge e, nas horas vagas, entregava seu corpo ao estica e puxa da ioga, numa época em que a atividade não era nada popular.


Mas a vida regrada durou pouco. Sufocado pela pressão de se manter no topo, Occy começou a comer descontroladamente e a fumar em ritmo frenético. Parou de treinar e despencou no ranking. Desestimulado, saiu de cena e deu a entender que sua carreira, e talvez até sua vida, tivessem chegado ao fim.


Mas não foi bem assim. Aos 30 anos, mais maduro, Occy surpreendeu o mundo do surfe quando perdeu os quilos extras, voltou a treinar e conquistou um honrado 20o lugar no ranking do WQS. Não pararia por aí. Aos 33 anos, o australiano marcaria com ouro seu retorno, conquistando o tão aguardado e prometido título mundial: foi o surfista mais velho a fazê-lo na história do esporte.
Uma história digna de roteiro para Hollywood.


* * *


Termina hoje o prazo para inscrição de registros fotográficos no Billabong XXL, que premiará o surfista que dropar a maior onda do ano. E é certo que os juízes terão enorme trabalho para definir um campeão, já que o número de entradas foi recorde, graças às excelentes ondas que varreram o hemisfério norte neste inverno.


Para se ter uma idéia, as mais espetaculares imagens talvez tenham sido obtidas em Ghost Trees, há apenas dez dias. O pico fica na turística Pebble Beach, sede de um dos campos de golfe mais cênicos do mundo, na península de Monterey, no norte da Califórnia. A combinação da direção do swell e da força do vento produziu ondas espetaculares, para delírio de meia dúzia de experientes surfistas que por lá estavam, entre eles Ed Guzman, Russel Smith e Noah Johnson. Muitas das morras clicadas têm mais de 50 pés e são sérias candidatas ao título deste ano que, até a semana passada, provavelmente iria para os dois maiores swells da temporada: Jaws, em dezembro e janeiro. Enquanto Ghost Trees rompia ferozmente, o já popular Cortes Bank, 100 quilômetros ao sul de San Diego, em território mexicano, funcionava como playground para Mike Parsons, Rusty Long e Greg Long. E vem de lá outras boas imagens candidatas ao título, que contemplará o vencedor com mil dólares por pé de onda surfado. Vários brasileiros estão entre os concorrentes, tanto na categoria tow-in quanto na remada. O vencedor do Billabong XXL 05 será anunciado no dia 22 de abril, em uma cerimônia de gala, que acontecerá em Los Angeles.


NOTAS


WCT ? AUSTRÁLIA


A segunda etapa do mundial termina amanhã depois de vários adiamentos por falta de ondas. O novo critério de julgamento está causando polêmica. Numa bateria contra Luke Egan o brasileiro Marcelo Nunes saiu da água antes do final ao ouvir as notas do adversário. Nenhum brasileiro passou da terceira fase.


 


RIDING GIANTS


O documentário sobre surfe produzido por Stacy Peralta (autor de ‘Dog Town’ and Z-Boys sobre skate) encerra o Vivo Open Air com imagens dos anos 50, 60 e muita onda grande.


 


PETER TOWNEND


Campeão do primeiro circuito mundial de surfe em 1976, o australiano está no Brasil e ontem fez a narração do filme ‘Morning of the Earth’, durante uma sessão para convidados.

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