Logo Trip

SUBINDO ROCHA E GRÁFICO

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

COMPARTILHE facebook share icon whatsapp share icon Twitter X share icon email share icon

Qual será a melhor referência para se medir o desenvolvimento de um esporte? O número de praticantes é um termômetro óbvio. O Brasil é bom de bola porque há décadas milhões de peladeiros espalhados por gramados ou barrancos, com bolas de couro ou de meias velhas, desenvolvem suas habilidades.
O tamanho da indústria e sua autonomia, a qualidade dos equipamentos, o volume dos patrocínios, o montante do dinheiro em torno da modalidade, diriam os atletas com viés econômico.
Outra medida apropriada, especialmente nos esportes que abordamos, é a condição geográfica. O surfe está entre os líderes da preferência nacional porque encontrou campo – 7367 km de praias – para prosperar.
Uma quarta referência nessa avaliação é o grau de competitividade dos atletas, especialmente quando confrontados com estrangeiros. O time de basquete masculino ao vencer os EUA no Panamericano e Guga Kuerten entre os tops do ranking mundial são boas referências da importância dos resultados e do impulso que promovem.
Sob esse enfoque vamos dar uma olhada num esporte que tem sido explorado, como expressão de liberdade e aventura, especialmente nas publicidades.
Nos últimos anos o montanhismo tem crescido a taxas expressivas. Uma pesquisa realizada via internet (www.braziloutdoor.com.br) evidencia isso. Embora não exista uma projeção do número total de praticantes, visto de uma forma mais ampla, incluindo os adeptos do trekking, há quem coloque o montanhismo em terceiro entre os esportes de ação. Atrás apenas do surfe e do skate.
No aspecto financeiro o esporte vive um momento que pode parecer contraditório. Ao mesmo tempo que cresce o número de lojas, de importadores, de locais para prática da escalada indoor, os atletas e os eventos no país continuam pobres. Uma situação comum viveu o surfe, que com uma indústria estabelecida levou anos para patrocinar minimamente o esporte, resultado da inexperiência e insegurança dos empreendedores.
Sob o aspecto geográfico, vi recentemente o filme ‘Escalada Brasil’ , que dá uma rápida geral em vários picos e chama atenção pela quantidade e diversidade. As dificuldades de acesso na busca do inexplorado, associado ao clima hospitaleiro, faz do Brasil um parque de aventura de inúmeras opções, a ser explorado.
Por último, do ponto de vista das competições. É onde estamos mais carentes.Previsto para o próximo final de semana, foi adiado pela segunda vez um grande campeonato no Rio de Janeiro. Durante três semanas haverá competições em um muro montado próximo ao Barra Shopping. Além do Brasileiro e um Sul-americano aberto, haverá um rope show, e as apresentações da Intrépida Trupe e Débora Colker. Resta saber quando.

NOTAS

Corrida de Aventura
O ambiente do esporte anda agitado. No próximo dia 12 tem início a ELF Authentic Adventure no Ceará. Organizada por Gerard Fusil, pioneiro no esporte, será a primeira grande prova internacional disputada no Brasil. Com 15 dias e 800 km de duração a competição será a mais longa já disputada. E esta semana foi anunciada a Rio Eco Aventura, prevista para novembro e cujo diferencial será a diversidade, com oito modalidades.

Super Trials
A primeira etapa do Circuito Bad Boy / Zip Net que começa amanhã em Maresias, SP, vai valer 2000 pontos para o ranking brasileiro de surfe profissional e irá, após quatro etapas, definir o campeão paulista. A última etapa do circuto especial só para os 16 melhores paulistas – será disputada na Porta do Sol, São Vicente, com período de espera pelas melhores condições.

PALAVRAS-CHAVE
COMPARTILHE facebook share icon whatsapp share icon Twitter X share icon email share icon

LEIA TAMBÉM