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Souza Cruz e o contrabando

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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A Souza Cruz incentivou o contrabando de cigarros em vários países, entre eles o Brasil. É o que diz um relatório divulgado no final de janeiro pela Center for Public Integrity (Centro para Integridade Pública), organização não-governamental de Washington (EUA). Segundo a ONG, a British American Tobacco (BAT), proprietária da Souza Cruz e segunda maior multinacional do ramo, aproveitou-se do contrabando de bilhões de cigarros nas décadas de 80 e 90 para impulsionar as vendas e atrair uma geração de novos fumantes. A intenção era fazer com que cigarros sem impostos chegassem a um preço mais acessível à população de baixa renda. Nos documentos aparecem eufemismos, como a sigla DNP (duty not paid ou, em português, imposto não pago), para evitar o termo contrabando.
As cerca de 11 mil páginas do documento foram achadas ao acaso, quando a Center for Public Integrity requisitou todos os documentos enviados à Justiça dos Estados Unidos nos processos contra fabricantes de cigarros. Depois de seis meses de análise, ficou provado que os executivos da empresa, por meios de redes de contrabando, exploravam e controlavam os volumes, marcas, campa-nhas de marketing e valor de preços dos produtos contrabandeados. Em comunicado oficial, a BAT admite que parte de sua produção é manipulada fora dos canais oficiais, mas que não pode controlar a cadeia de distribuição até o consumidor final. A Receita Federal brasileira também promete investigar a documentação. Em 1999, a União e os estados brasileiros deixaram de arrecadar R$ 800 mi-lhões devido ao contrabando e outras ações ilícitas ligadas à produção e ao comércio de cigarros. O relatório sobre as ações da BAT pode ser lido na íntegra no site www.public-i.org

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