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Só as Pessoas Salvam

Por Luiz Alberto Mendes

em 10 de novembro de 2011

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Só as Pessoas Salvam

 

A outra pessoa vai sempre deixando nosso tempo para trás

Como uma sombra no ar.

E quando tudo chega a ser quase nada

Então surge a certeza de que tudo que é

Ainda não é tudo.

Não exploramos todo o possível se não tentamos o impossível;

E o que vem a seguir não pode ser somente

Prolongamento do presente ou resultado do passado;

Do que existiu e do que existe.

Amar outra pessoa é a nossa fé no impossível;

Acolher o imprevisível e libertá-lo do medo,

Da miséria e da opressão, da riqueza e do poder,

Essas moedas de tão questionáveis valores.

Porque responsabilidade de todos

É responsabilidade sem nome, de ninguém.

E procurar o prazer

É só para quem não tem coragem de amar.

Igual a estar em dúvida

E precisa de religião para acreditar.

Simplesmente porque a vida é o cotidiano,

E não mero acidente;

Antes é trabalho, criação incansável dos motivos de viver.

O problema é que nos conformamos rápido demais

Com a miséria dos outros.

E mesmo assim ainda acreditamos em destino e até em céu.

Na totalidade de nossa história somos conjunto

De uma realidade que só pode existir motivada.

O resto é angústia e fuga desgovernada.

Porque para tudo precisamos dos olhos dos outros

Para poder nos enxergar.

Somos cegos, não há luz em nós,

Apenas fotografamos como qualquer scanner medíocre.

Autogestores de ansiedades,

Sobrevivemos a densas camadas de ignorância

Que nos cercam e ameaçam nos submergir.

E se um dia afirmei que os livros me salvaram

Hoje complemento:

Foram as pessoas que me deram os livros que me salvaram.

E por isso afirmo:

Só as pessoas salvam.

                                          **

Luiz Mendes

08/11/2011.

 

 

 

Só as Pessoas Salvam

 

A outra pessoa vai sempre deixando nosso tempo para trás

Como uma sombra no ar.

E quando tudo chega a ser quase nada

Então surge a certeza de que tudo que é

Ainda não é tudo.

Não exploramos todo o possível se não tentamos o impossível;

E o que vem a seguir não pode ser somente

Prolongamento do presente ou resultado do passado;

Do que existiu e do que existe.

Amar outra pessoa é a nossa fé no impossível;

Acolher o imprevisível e libertá-lo do medo,

Da miséria e da opressão, da riqueza e do poder,

Essas moedas de tão questionáveis valores.

Porque responsabilidade de todos

É responsabilidade sem nome, de ninguém.

E procurar o prazer

É só para quem não tem coragem de amar.

Igual a estar em dúvida

E precisa de religião para acreditar.

Simplesmente porque a vida é o cotidiano,

E não mero acidente;

Antes é trabalho, criação incansável dos motivos de viver.

O problema é que nos conformamos rápido demais

Com a miséria dos outros.

E mesmo assim ainda acreditamos em destino e até em céu.

Na totalidade de nossa história somos conjunto

De uma realidade que só pode existir motivada.

O resto é angústia e fuga desgovernada.

Porque para tudo precisamos dos olhos dos outros

Para poder nos enxergar.

Somos cegos, não há luz em nós,

Apenas fotografamos como qualquer scanner medíocre.

Autogestores de ansiedades,

Sobrevivemos a densas camadas de ignorância

Que nos cercam e ameaçam nos submergir.

E se um dia afirmei que os livros me salvaram

Hoje complemento:

Foram as pessoas que me deram os livros que me salvaram.

E por isso afirmo:

Só as pessoas salvam.

                                          **

Luiz Mendes

08/11/2011.

 

 

 

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