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SEM ESTRELAS, COM BRILHO

À exceção de quatro ou cinco nomes conhecidos, a lista dos Top 16 do Super Surf carece das maiores estrelas do país

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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A lista dos Top 16 do Super Surf, definida após a sexta etapa em Imbituba, SC, no domingo passado, pode ter duas leituras. Uma, favorável, de que houve grande renovação, com vários atletas na faixa dos 20 anos e uma disputa acirrada para garantir, e com vantagem, o nome na lista dos participantes do torneio em 2002. Outra, que até mesmo aqueles que acompanham o circuito com relativa proximidade podem ter, resumida na pergunta: essa é a lista dos melhores surfistas do Brasil?
À exceção de quatro ou cinco nomes conhecidos, como Jojó de Olivença, que voltou ao ranking para sua décima temporada como top – recorde que divide com Tinguinha e Ricardo Toledo -, e Armando Daltro, que fora do Mundial focou o circuito nacional, a lista carece das maiores estrelas do país.
E não porque eles desprezaram o circuito, pelo contrário. A boa premiação, a organização e a preocupação com o calendário, não conflitante com o Mundial, atraíram a participação de todos. Teco Padaratz, me parece, foi o único que não disputou etapas suficientes para ter chances de classificação (os quatro melhores resultados das seis etapas definiram o ranking).
A verdade é que o nível técnico da competição está bastante alto. Uma evidência disso é que, após dois anos e doze etapas de Super Surf, nenhum atleta conseguiu vencer duas provas. Danilo Costa chegou perto em Imbituba. Depois de vencer no Rio a quinta etapa, foi finalista na etapa decisiva, mas acabou superado por Otávio Lima. No ranking, Costa terminou em sexto, e Lima, em terceiro.
O alagoano Tânio Barreto, 22, se tornou o 10º campeão brasileiro de surfe profissional. Comemorou o título com a mulher Tânia e o filho Lucas de cinco meses e um cheque extra de R$ 35 mil ainda no sábado devido à combinação de resultado dos concorrentes. Tânio começou o ano com o vice-campeonato em Saquarema (RJ) e a vitória em Icaraí (CE), mas sem patrocínio. Na terceira etapa, chegou às semifinais em Ubatuba (SP). Nessa altura já com patrocínio da Bad Boy, marca que, além de comemorar o título com o jovem atleta, conquistou o título por equipes (com Tânio, Wagner Pupo e Leonardo Neves) e pôde capitalizar o sucesso do Super Surf como um dos patrocinadores do circuito.
A importância do Super Surf no cenário nacional é nítida. Há competidores que preferem, com o incentivo dos seus patrocinadores, centrar foco no circuito a se aventurar na divisão de acesso do Mundial (WQS), resultado do respeito com que os atletas vêm sendo tratados.
Esse respeito ficou, uma vez mais, evidente nas decisões sobre a temporada 2002. Abrasp, Abril Eventos, Conselho dos Surfistas e federações preferiram manter, ao contrário do que se cogitou, o número de participantes, além de propor melhores datas e locais para as provas.
Do ponto de vista dos atletas e dos profissionais envolvidos na organização, o saldo do Super Surf é altamente positivo.
O que ainda está aquém é a repercussão na mídia e entre o público, o que é fundamental para acertar outro problema, o dos patrocinadores do circuito. Para isso, a reformulação do programa na MTV e a melhor divulgação nas revistas da Abril já estão previstas.

NOTAS

SURFE FEMININO
Apesar da derrota na final para Brigitte Mayer em Imbituba, a carioca Andréa Lopes conquistou o inédito bicampeonato brasileiro.

MUNDIAL DE SKATE
Disputada em São Bernardo do Campo (SP) a última e decisiva etapa do circuito que foi dominada por brasileiros. No vertical Sandro Dias ficou em primeiro seguido por Bob Burnquist, mas quem comemorou mesmo foi o terceiro colocado, o dinamarquês Rune Glifberg, que garantiu o título mundial. No street Wagner Ramos venceu a etapa e Chris Senn o mundial. Omar Hassan ficou com o título na overall.

KITE SURFE
Começou na sexta-feira em Jericoacoara (CE), o Red Bull Dragão do Ar. Robby Naish, Maurício Abreu e outros 14 atletas disputam estilo livre, melhor manobra e tempo no ar, com US$ 10 mil em prêmios.

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