Por Redação
em 21 de setembro de 2005
Na semana passada escrevi sobre a etapa brasileira do WCT, a primeira divisão do mundial de surfe, e o maior destaque brasileiro na competição disputada em Santa Catarina, Teco Padaratz. Não pelo seu desempenho nas ondas mas sim pelo seu papel como organizador da prova.
Além dele, Renan Rocha, que este ano está fora da elite e competiu como convidado, foi o único brasileiro bem dentro da água. Sem o peso de competir pelo resultado, que precisa muito na divisão de acesso, Renan soube aproveitar o fato de surfar em casa e conquistou um brilhante terceiro lugar.
Considerando que o ?time? brasileiro foi reforçado por oito atletas, que substituíram contundidos – portanto 17 entre os 48 competidores -, que surfávamos em casa e, principalmente, precisávamos muito dos resultados, nosso desempenho foi pífio.
Peterson Rosa ficou em nono, quando perdeu para Renan na quarta fase (dos 16 atletas na disputa nessa altura os dois únicos brasileiros caíram na mesma bateria), e a maioria não foi além da terceira fase. Merece nota o desempenho de Odirley Coutinho na bateria com Kelly Slater, quando obrigou o hexacampeão a lançar mão da marcação, uma espécie de anti-surfe permitido pela regra para vencer a bateria.
Fiasco no Nova Schin (WCT), as atenções se voltaram para o Onbongo Pro Surfing (WQS) na Praia Mole, que começou no dia seguinte, lá mesmo em Santa Catarina.
Com ondas desde o início, e 206 atletas de 16 países competindo por US$ 125 mil em prêmios, havia grande expectativa para a prova. Sem a presença da maioria dos tops do ranking, que preferiram seguir direto para o Havaí a fim de treinar para as provas decisivas, as chances dos brasileiros aumentavam.
Mas só na teoria. Na prática, logo na estréia, competindo com adversários que vinham das triagens, três de nossos principais atletas lutando por vaga, Marcelo Nunes, Danilo Costa e Renan Rocha, perderam. Além deles, Paulo Moura, o brasileiro mais bem classificado no WCT, também ficou por aí.
Raoni Monteiro, a única novidade brasileira confirmada para 2004, e Peterson Rosa ficaram em 17o. Mesma posição de Fábio Gouveia e Teco Padaratz, os pioneiros brasileiros no Tour, que, tudo indica, estão se aposentando, já que não foram disputar a decisiva etapa do WQS no Havaí e estão fora pela lista do WCT. Guilherme Herdy e Armando Daltro ficaram em nono, resultado que colocou Daltro na última vaga provisória do WQS.
Neco Padaratz, líder do raking, foi o melhor brasileiro, na sétima posição. Seu principal adversário pelo título, o australiano Trent Munro perdeu na mesma semifinal, mantendo a ponta do ranking sem grandes alterações.
Na final do Onbongo, ainda com boas ondas, dois australianos, um havaiano e um francês. Francês? Na verdade um franco-brasileiro que compete pela França, Patrick Beven. Atual campeão europeu, Beven, 25, cresceu surfando em Itacoatiara, Niterói (RJ), e vive há 10 anos em Biarritz. Sem um brasileiro 100% para torcer, o público apoiou Beven, e a vitória o colocou na disputa por uma vaga no WCT em 2004.
NOTAS
ADVENTURE FAIR
Entre as atrações da feira, que vai até domingo na Bienal, pista de off road, tanque de mergulho, parede de escalada, circuito de arvorismo, simulador de snowboard, planeta rio, além de exposições de fotos e palestras são os destaques.
Ingresso: R$ 12
URGH LENDAS DO SKATE
A quarta edição do campeonato para veteranos será disputada em três categorias, a partir de 30 anos, e duas modalidades, vertical e freestyle. Sábado (treinos) e domingo no banks de Barueri (SP), Paço Municipal.
MUNDIAL DE LONGBOARD
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