Por Redação
em 21 de setembro de 2005

Secos & Molhados – Ao vivo no Maracanãzinho [Continental]
Rio de Janeiro, verão de 74. O perigo era pegar um milico pela frente na ditadura brava daquela época. A gente tirava de letra. Muito som, muito sonho e… muita viagem, bem na migué! Na frente do palco tinha um ônibus, da empresa que locava equipamentos de som. O som era bem forte, mas a qualidade… Também, nunca uma banda brasileira tinha se apresentado em ginásio! O som corria pelo teto e arquibancadas do Maracanãzinho, misturando-se numa reverberação maluca. Quando o Ney cantava Fala, só piano e voz, quase se ouvia a respiração das pessoas. Isso até a letra bater de frente – aí a platéia vinha abaixo. Era pirante! Era pop! Fomos obrigados na mesma noite a fazer outro show, lotado de novo! Afinal… Quem era essa molecada louca, que em 74 colocava os costumes e o regime do país em questão? Orgulho! Esse disco vale por isso, brou!
Emilio Carrera, produtor musical, ex-tecladista e arranjador dos Secos & Molhados
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