O melhor do Trip FM em 2025: Péricles
O artista fala sobre a infância no ABC, a fase pós-Exaltasamba, o impacto do álcool, as mudanças que o fizeram perder 50kg, seu reencontro com Angola e o desejo de deixar um legado
Péricles (@pericles): dono de uma das vozes mais marcantes do samba e do pagode brasileiros / Créditos: Divulgação
Por Redação
em 2 de janeiro de 2026
“Aos 55 anos, encaro a finitude como algo inevitável. A certeza é que a gente vai permanecer de alguma forma, seja através dos filhos, da obra, dos frutos que deixamos. Quando pensamos assim, a morte deixa de ser um tabu”, diz Péricles. Dono de uma das vozes mais marcantes do samba e do pagode brasileiros, ele bateu um papo sincero com Paulo Lima no Trip FM.
Na conversa, que vai muito além da música, Péricles falou sobre saúde, paternidade, racismo, espiritualidade, reinvenção e legado – sempre com a generosidade de quem não tem medo de se mostrar por inteiro. O artista também relembrou sua infância no ABC paulista e dividiu momentos delicados como o impacto do álcool em sua vida. “A bebida por muito tempo foi uma fuga. Mas não dá pra você se esconder nisso durante muito tempo porque a vida segue e você tem que continuar, senão fica para trás”, afirma.
O músico também compartilhou a experiência emocionante de uma viagem a Angola – um reencontro com suas raízes: “Era como se as pessoas fossem meus primos, meus irmãos. Minha família veio de Angola, é algo que mexe muito com a gente. Mas aqui é o meu lugar, foi onde eu nasci. E é aqui que eu tenho que fazer a minha revolução.”

LEIA TAMBÉM
MAIS LIDAS
-
Trip FM
Ruan Juliet direto da Rocinha: o Rio que o príncipe William não vê
-
Trip FM
Marjorie Estiano: Ângela Diniz, feminicídio, fama e a vida aos 43
-
Trip FM
Trip Girls
-
Trip FM
Ingrid Guimarães: ansiedade, menopausa e o tesão pelo corre
-
Trip FM
O Paulo Ricardo que você não conhece
-
Trip FM
Conrado Hübner: o professor que intima o Supremo
-
Trip FM
Pedro Vinicio: o artista que queria ser vagabundo