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Reflexões

Viver bem hoje significa fazer uso do que a ciência e a tecnologia podem nos fornecer

Por Luiz Alberto Mendes

em 20 de outubro de 2009

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Três  conversas.

Trabalho

Parece que vivemos para trabalhar. Pensamos em descanso de nossos labores somente para voltar a eles com mais vigor e energia. Damos o melhor de nós ao trabalho, rendendo graças a Deus por estarmos empregados.

Os gregos buscavam a salvação na filosofia. Os indianos na meditação. Já os chineses procuravam na poesia e no amor à natureza. Indígenas, tanto africanos como americanos, viam salvação nas florestas, no sol, na lua. e só trabalhavam para atender as necessidades imediatas do dia.

 

Já os cristãos condenavam o ócio e acreditavam que o trabalho liberta e salva o homem. E foi isso que chegou até nós da civilização ocidental, nos tornando trabalhadores. Para os antigos, trabalho assim, como nós encaramos e fazemos (horários; obedecer ordens; fazer sem saber para que ou porque; e mais um monte de imposições a esse nível.) era a marca da escravidão. Eram os escravos que trabalhavam desse modo.

Trabalhar, como no mito de Sísifo (o ser que empurrava a pedra até o topo para vê-la rolar de volta para ter que carregá-la morro acima, infinitas vezes), era uma punição. Não havia condenação de privação de liberdade, mas sim de trabalhos forçados nas Gales, por exemplo. Quem errava, devia ou perdia, virava escravo e fazia o que seu dono queria. Por toda pré-história e por quase toda história, trabalhar era uma indignidade reservada a pessoas escravizadas.

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Viver bem

Viver bem hoje significa fazer uso de tudo o que a ciência e a tecnologia podem nos fornecer em termos de conforto e tranqüilidade. Claro, sem pensar que por isso podemos nos tornar mais razoáveis, livres ou até mesmo sadios.

Queremos paz, mas sem esperar um mundo sem guerras. Valorizamos a liberdade, mas sabemos que a anarquia, por um lado e a tirania pelo outro, tangenciam, rondam, só esperando um vacilo para se fazerem presentes.

Acredito que viver bem não é sonhar com progressos, mas saber lidar com as tragédias e os fracassos de modo a que não nos destruam e nos permitam sorrir.

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Domínio

De verdade o que ainda continua dominando, controlando os passos da humanidade desde o começo, de forma absoluta e inviolável, são as armas, as drogas e o dinheiro. A gente vê isso nos jornais todos os dias e sente em nosso cotidiano essas forças a nos comprimir.

Inatingíveis, inefáveis, esses três fatores têm resistido a todos os males que intentam afetá-los. Desde que foram inventados (pelo homem?), nada deu mais lucro que armas, drogas (e drogas aqui inclui bebida, cigarros e a sequência toda) e dinheiro.

Até quando?

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Luiz Mendes

20/10/2009.

 

  

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