Por Redação
em 21 de setembro de 2005
Febre californiana, o snowskate chegou no inverno deste ano à América Latina pelas mãos dos norte-americanos Tomas Rodriguez e Chad Maurer ? dois instrutores da estação de esqui do Valle Nevado, no Chile. A idéia surgiu de outro norte-americano, Andy Wolf, um ex-competidor de snowboard. Ele começou a comercializar as pranchas em 1998 com a marca Premier, mas foi em 2001 que suas vendas cresceram dez vezes e logo surgiram concorrentes como a Burton, tradicional empresa de snowboards.
A diferença entre o snowskate e o snowboard começa nos pés, que vão soltos como no skate de asfalto. O shape lembra o de street, sendo só um pouco maior e com o concave (inclinação nas bordas do shape para ajudar nas manobras) mais acentuado.
Gringo sim, bobo não
Os tombos são óbvios, e sem o leash você teria que descer a montanha inteira atrás do bicho. ?Tem que ficar ligado para ela não vir na cabeça?, aconselha Tomas ??gringo sim, bobo não?, como gosta de dizer. As manobras lembram as de skate, e num snowpark a brincadeira fica bem mais séria. Ollies e slides em corrimões são os movimentos básicos, mas a galera já arrisca até 50-50 kick flip (slide em cima de corrimão no sentido do shape, com um ollie em que o skate faz um parafuso) ou um pop-shovet (ollie em que o nose e o tail são invertidos).
Muitos resorts vetaram o esporte em seus lifts, levando-o à condição de margi-nal da neve. Mas nas estações de esqui da América do Sul ele já está liberado. Este mês, chega às lojas do ramo as ?bi-decks?, uma nova geração de snow-skates em que embaixo da prancha há mais um board, como um ski, que permite maior controle.
Texto e fotos Cale Merege
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