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Rap para reflexão

Depois de dez anos de pick-ups, rimas e muitos shows, o SP Funk lança seu primeiro CD

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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Depois de mais de dez anos de pick-ups, rimas e muitos shows, o SP Funk lança seu primeiro CD, O Lado B do Hip Hop. Mais rap do que qualquer outra coisa, o trabalho do quarteto paulista conta com participações ilustres, como as do RZO, Thaíde e Dj Hum e DJ Negralha.
Para mano nenhum botar defeito, O Lado B do Hip Hop traz músicas com bases fortes e boas rimas. As letras, inteligentes, fazem questão de enaltecer o movimento hip hop, mas não deixam a realidade das periferias de fora.
A faixa 8 agride – critica a mídia e a influência da televisão na cabeça do povo: Primeiro eu mato a Ana Júlia, depois eu estrangulo Los Hermanos. Agressividades à parte, o disco também traz algumas mensagens de paz, como na faixa 9, Na vida, na qual o quarteto caprichou no vocal, que lembra um gospel norte-americano.
Bem equilibrado, o CD fala de tudo um pouco: bunda, política, violência e injustiça social. Para ser ouvido com calma, pensar e refletir. Ponta firme.

RENATA LEÃO É REPÓRTER DA REVISTA TPM
O Lado B do Hip Hop, Trama, R$ 15

Três perguntas para o grupo

Por que demorou quase uma década desde que o grupo começou para lançarem um disco ?
Bomba.
É dificil lançar um CD de rap, porque não é um estilo muito comercial, mas por outro lado foi a hora certa para amadurecer bem a idéia.

Rap, aos ouvidos menos atentos, costuma ser bem parecido. Existe algo que diferencie o SP Funk?
Bomba.
O grupo se difere dos outros porque nós citamos propositalmente vários assuntos que não são de costume ser citados por um grupo de rap, não deixamos de falar do lado social, abrangemos mais assuntos como fatos históricos e fazemos bastante uso de metáforas, O SP Funk se difere dos outros também pelo uso de bases não-convencionais.

O que rola de bom e de ruim no rap nacional ?
Bomba.
O lado bom do rap nacional é que tira as pessoas do vício e do crime, dando uma alternativa para o pessoal da periferia partir para uma carreira artística. O que é ruim….é que não há muita diversidade no rap, tá tudo muito igual, somos um estilo de musica marginalizado por causa das próprias bandas de rap que se recusam a entrar nos esquemas dos outros estilos musicais como rock, pagode.

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