Quer que desenhe?
Outro fenômeno fazendo a cabeça de quem mora nas comunidades do Rio: os cortes de cabelo
em 14 de abril de 2014
Durante as filmagens do documentário A batalha do passinho, o cineasta Emílio Domingos percebeu um outro fenômeno fazendo a cabeça da garotada que mora nas comunidades do Rio: os cortes de cabelo. “Às
6 horas já tem fila para os salões, que abrem só às 9. Para muitos, cortar o cabelo é o ponto alto da semana”, diz. Os estilos mais procurados são: o disfarçado, no qual se raspam as laterais da cabeça e deixa-se um tufo no cocuruto (estilo Will Smith em Fresh Prince of Bel Air); e o corte do Jaca, supostamente nascido no bairro do Jacarezinho, no qual o barbeiro faz desenhos com gilete na parte de trás da cabeça. Assim como aconteceu com o passinho, já existem batalhas de barbeiros. E também vai haver filme, feito pelo próprio Emílio, com previsão de estreia para o fim do ano. “Deixa na régua [expressão que designa um corte disfarçado perfeito] é um documentário sobre o universo dos salões. Os barbeiros viraram empreendedores e são respeitados por todos porque lidam com a vaidade dos outros.”
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