por Redação

Patrocínio a bandas de rock: polêmica e desavenças

Patrocínio a bandas de rock provoca polêmica junto ao público e desavenças entre músicospor Chris CamposO que música, refrigerante e absorvente feminino têm em comum? Ultimamente, tudo. A polêmica veio à tona desde que a banda mineira Jota Quest firmou um acordo de patrocínio com a Fanta para sua turnê nacional - ao mesmo tempo em que o vocalista Rogério Flausino pintava caprichosamente sua cabeleira nas cores do refrigerante. O primeiro a espinafrar a atitude da banda mineira foi Marcelo D2, do Planet Hemp, em uma entrevista à Folha de S.Paulo. O Marcelo disse que não venderia sua imagem, mas eu digo que não preciso falar de maconha pra vender CD, devolve Rogério Flausino.

Segundo Ricardo Chantilly (!), empresário do Jota Quest, o interesse da banda era ter uma turnê bem produzida, o que só foi possível graças aos 300 mil dólares que a Fanta investiu. Já o vocalista afirma que as madeixas fanta-laranja e fanta-uva, que ostentou durante boa parte da turnê, foram mera coincidência: Pintei o cabelo de fogo por causa do clipe da música 'Oxigênio'. Já o roxo foi mancada; mudei de cor porque as pessoas falavam e acabei piorando a situação. O vocalista não vê nada errado em linkar sua imagem com um refrigerante, e passa a batata quente adiante: E o que você diz do Sempre Livre Mix? Bem após juntar Paralamas e Titãs no ano passado, a turnê Sempre Livre Mix 2000 coloca no mesmo palco Skank e O Rappa.

Um show com duas bandas sai caro. Não fosse o patrocínio, não rolaria, esclarece a produtora do Skank, Renata Canabrava (!!). Mas é preciso critério, para não comprometer a imagem da banda, vide o Jota Quest com a Fanta...

Os meninos do Skank realmente são atentos quando o tema é patrocínio. Na época em que a Umbro fornecia as camisetas de futebol que o grupo usava nos shows, Samuel Rosa enfrentou uma saia justa quando Luciano Huck pediu, no programa H, que ele vestisse o uniforme do Corinthians - que não era patrocinado pela Umbro. Essas parcerias não nos obrigam a nada, apenas tomamos certos cuidados, justifica Renata. No dia 16 de setembro, em São Paulo, Samuel fez questão de explicar, para as 6 000 pessoas presentes no Sempre Livre Mix, que essa parceria é uma forma digna de patrocínio: a gente não precisa fazer 'jinglezinho' nem propaganda na TV. Mas o público não pareceu interessado nos novos termos marqueteiros da cena pop - talvez só quisesse saber qual seria a próxima música.

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