Por Redação
em 21 de setembro de 2005
Será que o nenê é mesmo da Xuxa? Será que o Luciano Szafir é mesmo o pai? Será que o Gugu é?
E a Marlene? E a lipo da Carla Perez? Ela devia ou não ter colocado peitinhos?
E a nova loira do Tchan tem carisma?
E os Titãs são bons?
E o que escondem as luvas da Ana Maria Braga?
E o que estaria por trás da demissão de VJs da MTV?
E como andará a cabeça do Marcos Palmeira depois da separação?
A Tiazinha do H está mesmo saindo com o Paulo Nunes ou seria com o Marcelinho Carioca?
Vivemos de discussões irrelevantes. São estas besteiras que alimentam partes importantes da mídia e fazem a alegria dos fins de semana prolongados. Parece que é aí que a baboseira encontra terreno mais fértil para procriar em forma de milhões de diálogos impertinentes. E assim vamos indo, deixando de lado as coisas que realmente vão transformar a vida de quem nasceu na terra das Scheilas.
Em vez de, por exemplo, cobrar posições dos candidatos à Presidência sobre a moralização e democratização do acesso aos meios de comunicação eletrônicos, em especial de emissoras de rádio e televisão, estávamos entretidos com a ‘incrível descoberta’ da farsa do ‘esquema Ratinho’.
O grande ‘furo de reportagem investigativa’ denunciava que os casais que se esmurravam no palco com intervalos para os comerciais eram farsantes que recebiam cachê. Foi esta, então, a discussão reinante a partir da ‘descoberta’.
Estariam o SBT e Ratinho se aproveitando da desgraça em que vive mergulhado nosso povo e se utilizando desta miséria para se completarem? Ora, independentemente de haver cachê ou não, o próprio programa da forma como foi concebido e é apresentado já não era suficientemente idiota para suscitar esta discussão? Seu apoio explícito a um candidato, cuspindo na cara do sistema jurídico, não foi suficiente?
O que deveríamos então estar discutindo, pode perguntar o leitor mais conformado? Se a retranca for enganação que dá lucro à mídia e faz a audiência estourar às custas da desgraça alheia, que tal retomar o caso da Escola de Base, um erro ou farsa protagonizado por alguns idiotas e reverberado por muitos incompetentes, que assassinou moralmente um pequeno e frágil grupo de educadores, condenando-se à morte seca e lenta.
Ratinho pelo menos não acabou com a vida de ninguém para elevar a audiência. Além da ameaça dos farsantes, ainda lhes pagava cenzinho.
Quem vai pagar o estrago às vidas dos donos da Escola, que segundo consta, vivem de favores de parentes enquanto aguardam a morosidade da Justiça? A Aner, a Abert, a ANJ, o TSE, o Conar, o bispo?
Somos patéticos. Um bando de trouxas dançando a música do carrinho de mão.
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