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PREVIDÊNCIA E MATURIDADE

Dois assuntos publicados nos últimos dias se cruzam de forma trágica

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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Num deles veio a público a morte de uma das melhores surfistas brasileiras em acidente enquanto surfava em Maresias, SP. No outro o anúncio de um plano de previdência privada dirigido para surfistas, cujo grande diferencial é o seguro contra acidentes pessoais.
Débora Farah morreu na última sexta-feira surfando em uma de suas praias preferidas, justamente pela consistência das ondas. Maresias não estava em seus maiores dias, mas as ondas estavam pesadas, ventava forte e a água, muito fria.
Surfista experiente, Débora conquistou o primeiro título profissional brasileiro em 1997. Em fevereiro deste ano entrou, com a ajuda de seu namorado Sílvio Mancusi, no restrito time de mulheres a praticar tow-in, experimentando a força e o tamanho das ondas dos out-reefs havaianos. E, aos 27 anos, já acumulava 11 de prática sobre a prancha.
Mas todo seu conhecimento sobre o mar não foi suficiente. A carioca, musa do surfe nacional e apresentadora de TV, saiu da água com pulso, mas morreu a caminho do pronto-socorro de Boiçucanga. A causa não foi divulgada oficialmente. É possível que tenha sido de fato um afogamento motivado por uma seqüência de ondas enquanto remava para o fundo, mas não está descartada uma pancada da própria prancha ou um mal súbito.
Notícias desse tipo só vêm a público quando se trata de um atleta conhecido e normalmente estão associadas a condições adversas do mar. No caso do acidente com a Débora, apenas a primeira parte é totalmente verdade. Aparentemente o mar não apresentava maiores riscos. Mas é certo que eles existem e qualquer ilustre desconhecido, que tenha amor à vida, deve ter consciência.
Atravessar a rua, apontam as estatísticas, é mais arriscado. Há tempo as instituições financeiras perceberam isso e têm seus planos para acidentes, digamos, convencionais. Surpreende a aposta da seguradora Canada Life Pactual em dirigir um produto – plano de previdência privada com seguro contra acidentes – para os surfistas.
A percepção desse universo por uma empresa como a Pactual, sua clara dimensão do público-alvo, estimado em 20 mil pessoas, e a expectativa de captação da ordem de R$ 15 milhões/ano, baseada no alto poder aquisitivo do grupo, chamam a atenção.
Outros dados que completam o quadro indicam que os melhores surfistas profissionais podem ganhar US$ 20 mil por mês, têm uma carreira profissional curta, de cerca de 10 anos, e dificuldade em conseguir um seguro médico devido ao risco envolvido no esporte.
Bom sinal. Uma empresa desse ramo prestar atenção a cenário tão específico me parece uma amostra de maturidade. Já o esporte atrair esse tipo de estudo e política deveria ser considerado pelos atletas.

NOTAS

MAIS UMA PERDA
O surfista e shaper carioca Sheena morreu num acidente no domingo em Mokuleia, Havaí, enquanto praticava kitesurf. Radicado há 12 anos no Havaí, na emocionante cerimônia de despedida, sua mulher Adriana, também brasileira, anunciou que está grávida.

SKATE INDOOR
A realização do 1º Campeonato Sul-americano de Skate marcará, no domingo, dia 28, a inauguração do Skate House Brasil, a maior pista coberta da América Latina. A prova reunirá cerca de 120 atletas de street e vertical e será classificatória para a etapa nacional da Mundial, WCS, dias 10 e 11 de novembro.

CORRIDA DE AVENTURA
A oitava edição do Eco-Challenge está acontecendo na Nova Zelândia. A única equipe brasileira, AXN Atenah, se destaca entre as 75 participantes por ser a única com três mulheres.

PALAVRAS-CHAVE
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