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POR FAZER E COMEMORAR

Pela primeira vez, a elite nacional pôde justificar porque integrar o mais forte circuito regional do planeta

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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Finalmente, uma etapa do Super Surf com ondas. O rebatizado Circuito Brasileiro de Surf Profissional, em seu segundo ano, teve a primeira etapa concluída no domingo em Saquarema, Rio de Janeiro, e pela primeira vez, a elite nacional pôde justificar porque integrar o mais forte circuito regional do planeta.
Em 2000, ano de estréia do Super Surf, em todas as seis etapas, as condições do mar estiveram ruins. As provas foram disputadas em ondas microscópicas como na estréia em Maresias, SP, ou muito comprometidas em sua formação como em Salvador, BA. Apesar disso a temporada foi concluída com a aprovação geral dos surfistas e a percepção de que o título nacional ganhava importância na mídia e entre patrocinadores, público e competidores.
Saquarema mostrou o que de melhor tem para oferecer aos turistas: ondas. A cidade, destino obrigatório de surfistas na década de 70 e início dos anos 80, vem sendo preterida por lugares onde os tubos podem não ser tão perfeitos, mas a comida, a cama e os freqüentadores na maioria dos casos compensam.
Nem mesmo a centenária igrejinha sobre o morro que divide as praias de Itaúna e a da Vila, abençoando a cidade, contribuiu para amenizar o localismo, outra razão para a cidade, ter perdido boa parte de seu principal visitante.
Atenta à situação, a prefeitura tratou de aproveitar a oportunidade. O secretário, Evandro Mesquita e sua banda Blitz, promoveram um show tentando resgatar os bons momentos dos festivais de outrora. Ilustres locais subiram ao palco do show, que teve seu ápice quando Serguei, aquele que diz ter namorado Jannis Joplin, interpretou Mick Jagger.
Na água os competidores só entraram na quinta-feira , quando a ondulação começou a subir. Na sexta pela manhã com séries de até dois metros os competidores puderam mostrar o atual nível técnico do surfe brasileiro. Atletas do WCT, como Fábio Gouveia, Renan Rocha e Armando Daltro foram responsáveis por algumas das melhores médias, mas ficou com o bicampeão Jojó de Olivença, a maior soma da prova.
No sábado já com o mar baixando, nomes mais cotados foram ficando pelo caminho. O tricampeão Peterson Rosa acabou perdendo por pequena margem para aquele que seria o campeão da etapa, e as baterias decididas por décimos de ponto se sucederam, evidenciando um equilíbrio que deve ser o padrão da temporada, e promovendo reclamações em série. ‘Banana vale um ponto’ chegou a sugerir um técnico, brincando com as manifestações de alguns atletas ainda na água.
Tinguinha Lima e Wagner Pupo, nomes tradicionais das competições, o primeiro bicampeão brasileiro, foram até as semi-finais. Rivalizando com atletas bem mais jovens, eles ficaram por aí, somaram 730 pontos e R$ 3.650,00. A final, entre o carioca e morador de Saquarema Leonardo Neves e o alagoano Tânio Barreto só não foi melhor porque o mar já estava bem menor no domingo.
O resultado foi bom para cidade. Léo ficou com o título, 1000 pontos e R$ 15.000,00. Por pouco não fez dobradinha com a colega Alessandra Vieira, também de Saquarema, que mesmo tendo um surfe superior, acabou derrotada por Juliana Guimarães.
Para um circuito que no início do ano passado estava ameaçado, com a diretoria da Abrasp demissionária por pressões dos atletas, o horizonte se abriu. Há muito por fazer, mas também por comemorar.

NOTAS

WCT FEMININO
As duas brasileiras Tita Tavares e Jacqueline Silva seguem na etapa de abertura da temporada em Tavarua, Fiji. A prova foi interrompida ontem quando a maré diminuiu as ondas. Hoje Silva, 21, a mais jovem entre as 15 integrantes do Tour, enfrenta a tricampeã mundial Layne Beachley.

GELADA
Uma equipe de 12 mulheres, no último dia 24, esquiando 230 km alcançou o Pólo Norte a partir de Borneo, e se tornaram as primeiras mulheres a chegar ao topo do planeta pelo lado russo. Uma equipe masculina também tentou e teve que ser resgatada por helicóptero.
MAIS GELADA
O recordista Babu Chiri, 35, morreu dia 29, depois de cair em uma fenda, quando subia pela 11ª vez o Everest. Tornou-se o mais rápido na montanha e foi o único que passou 21 horas seguidas no topo.

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