Trip
Poesia
em 16 de abril de 2014
À meia noite, por meia hora
Penso meias verdades
E sopro pela boca o ar vindo do pulmão
Cantarolando distraidamente
Do mesmo jeito que bate o coração.
E de onde vem a dor e o prazer
Da dança, talvez do chão
Do corpo, da alma ou da palma da mão?
Assistimos os outros sofrerem
Confortavelmente,
Não queremos escolher nada
Preferimos tudo
Satisfeitos com as dores que temos.
E vou terminando
Antes que o tédio e a ironia
Matem a poesia.
**
Luiz Mendes
13/04/2014
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