Logo Trip

Perigo, Will Robinson, perigo!

Fanáticos por andróides criam associação para evitar que robôs sejam maltratados

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

COMPARTILHE facebook share icon whatsapp share icon Twitter X share icon email share icon


robô (s.m.) 1. Máquina, geralmente de aspecto humano, capaz de agir e se mover; mecanismo comandado eletronicamente, capaz de substituir o homem em certas operações



Poucos desenhos marcaram tanto minha infância quanto os episódios dos Jetsons. Tudo o que se especulava sobre a vida de uma típica família do século 21 estava lá: de discos voadores na garagem a empregadas domésticas robotizadas. Hollywood também não deixou passar em branco essa nossa fixação com andróides. O filme que melhor aborda o assunto é Inteligência Artificial, de Steven Spielberg. Um cientista escolhe um casal desesperado que tem o  único filho mantido vivo numa câmara criogênica (aquelas que conservam o corpo congelado até se achar a cura para a doença) e lhe presenteia com um filho meca (mecânico). O pequeno robô David é uma réplica exata da obra de Deus. Só que melhorada!


Até o fim do filme rola muita coisa: David acaba sendo abandonado pelos novos pais e segue acompanhando um meca gigolô até padecer, séculos mais tarde, com as baterias descarregadas! Isso tudo é ficção. Na vida real, um grupo de aficionados por andróides se antecipou ao problema mostrado no filme de Spielberg e fundou a ASPCR, sigla em inglês para Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade com Robôs (www.aspcr.com), cujo lema é Robôs são pessoas também! Ou ao menos um dia serão.



SALVEM OS ROBÔS!


Parece uma associação séria, apesar do tema. Segundo a ASPCR, todo mecanismo que possui inteligência artificial deve viver como um robô digno. Seres humanos não têm o direito de explorar nem de maltratar andróides ? como acontece em Blade Runner, I.A. e até nos Jetsons. Pelo menos na ficção, os robôs viraram uma espécie de escravos do terceiro milênio. E, como já aconteceu com outras classes escravizadas no passado, terminam se revoltando contra seus opressores. A palavra robô deriva originalmente de uma palavra tcheca que significa trabalho. Mas nem todo trabalho precisa ser sinônimo de escravidão e maus-tratos.


Apesar de ainda não haverem tais robôs (mentes proeminentes estão convencidas de que os recentes avanços nas nano-estruturas, teorias cognitivas e estudos neurológicos estão nos aproximando cada vez mais do desenvolvimento de inteligências artificiais), a ASPCR se adiantou e lançou a idéia dos Direitos Robóticos! Afinal alguém mais tinha que se incomodar com os maus tratos verbais que o ilustre robô sofria na presença do não menos ilustre Dr. Smith no seriado cult Perdidos no Espaço. Se você já está preparado para o século 21, comece a tratar bem suas máquinas.

*Michel Bögli, 35, ainda não depende do seu celular para viver!


 


 

 

COMPARTILHE facebook share icon whatsapp share icon Twitter X share icon email share icon

LEIA TAMBÉM