Perigo: Urubu à vista
Lixões próximos a aeroportos amazonenses atraem animais perigosos para a aviação civil
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Faz dois anos que o aeroporto de Parintins só funciona à noite. Em quase toda cidade do Amazonas, incluindo Manaus, há restrições. O motivo? Urubus. O risco aviário é comum em todo o país. “Mas no Amazonas é mais crítico. É problema de saneamento básico”, diz o piloto Ivo Viana, da Rima Táxi Aéreo.
Na região, são comuns lixões próximos às pistas. Segundo o Centro Nacional de Prevenção e Investigação de Acidentes Aéreos, em 2011 aconteceram 1.379 colisões com pássaros no Brasil. A espécie campeã foi o quero-quero (222 casos), seguida do urubu (139). Só que um quero-quero pesa 350 gramas, já um urubu chega a 4 quilos.
“Os aparelhos não detectam a ave. No máximo recebemos alerta pelo rádio”, explica o comandante Amaury Vilela. E como evitar a trombada? “No olho. Se vir um, tem que desviar.” E esclarece: “Colisões múltiplas podem ser perigosas, mas um urubu sozinho não derruba avião”. Ufa?
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