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Pensamentos Obvios, mas nem tanto

Aprendendo a sofrer com elegância, podemos ainda enxergar o sofrimento do outro

Por Luiz Alberto Mendes

em 6 de janeiro de 2010

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ÓBVIAS

 

1)     É preciso aprender a sofrer com elegância. Somente assim, em nossa agonia, podemos ainda enxergar o sofrimento do outro. O outro, aquele comparsa no conflito existencial que carece sempre ser percebido.

 

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2)     Não lhe parece estranho que no país campeão do mundo em má distribuição de renda, um ex-operário torne-se o Presidente; ao mesmo tempo em que no país onde se encontra o maior índice de preconceito racial do mundo, um negro seja o Presidente, e tudo ao mesmo tempo?

 

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3)     É teu cuidado que vai determinar o tamanho de tua satisfação.

 

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4)     O orgulho é uma das forças motoras mais possantes no homem, principalmente porque é ai que mora a auto-estima, precursora da satisfação de viver. Por orgulho o homem gera a modéstia, por mais contraditório pareça. A modéstia trará a generosidade.

 

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5)     A vida não possui um sentido único. Acredito, inclusive, que quantos mais sentidos encontrarmos na vida, mais esplendorosa e grandiosa será nossa existência. Um desses sentidos que classifico como fundamental é a busca pela excelência no que fazemos.

 

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6)     Acreditava que somente na prisão encontraria ainda pessoas adultas se comportando como crianças. Por lá há muitas pessoas se achando o “Rei Sol”, tendo os planetas, o mundo e as pessoas girando em torno de si. Aqui fora se dá o nome de individualismo a tal comportamento. E, individualista não é quem não faz nada por ninguém. Individualista é aquele que podendo fazer pelo outro não faz porque se interessa apenas por si mesmo, colocando-se no centro do mundo

 

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7)     A noite, como uma mancha escurecida, esparrama-se em sombras embebidas de sereno. Na boca esse gosto de inacabado. A vida a gente já sabe; não cura as feridas. Ela as causa. As feridas que curam a vida.

 

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8)     Quase tudo com o que contamos esta envolto em dificuldades e inseguranças que suprimimos de nossa avaliação, para podermos seguir em frente. Se avaliássemos item por item, a precariedade de tudo nos deprimiria ao ponto da imobilização.

 

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9)     Os atos não são mais gratuitos. Coisa alguma tem mais significado se não levar a uma outra coisa.

 

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10)  Somos constituídos de fragmentos, praticamos o auto-engano e sofremos de falta de vontade. Mas só assim nos tornamos capazes de lidar com um mundo em constante descontinuidade.

 

                                                  ***

Luiz Mendes

06/01/2010. 

 



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