Ela tem apenas 19 anos, mas não teme desafios: trocar a ensolarada Florianópolis pela cinzenta capital paulista, dividir o teto com o “namorido” e viver de teatro são apenas alguns deles.
Recém-radicada em São Paulo, Paula Kovalski não gosta de ambientes monótonos, e, apesar de a sua lista de desafios crescer a cada dia, ela garante: “Eu penso muito bem antes de encarar alguma coisa”.
O medo dos olhares alheios nos palcos passa longe, pois está habituada a ser observada. Distraída, sempre esquece a janela do quarto aberta enquanto se troca.
Curiosa assumida, sem modéstia alguma, diz que gostaria de exercitar seu espírito voyeur com Bob Dylan e Mick Jagger, “eu gostaria de ser uma mosquinha para saber o que eles fazem no dia-a-dia. Deve ser uma loucura [risos]”.
O “namorido”, também ator e fotógrafo (foi assistente de fotografia deste ensaio), é figura presente em sua vida, e foi através das palavras que conseguiu fisgar a catarinense. “Ele me viu um dia, e depois escreveu umas coisas que me tocaram profundamente”, suspira. Seu sonho de consumo? “Um colchão de casal pra poder dormir realmente juntinho. Enquanto isso dou um jeito de juntar dois colchões”, diz às gargalhadas.
Sem vergonha alguma, não se lembra de sua primeira vez, mas a última “foi logo que terminei de fazer o ensaio. Acho que ele [o namorado] se empolgou, aí corremos pro nosso apartamento. Mas logo depois embarquei pra Florianópolis, tadinho”.
Com esse despudor controlado, mascarado pela delicadeza dos traços que emolduram os olhos pretos, Paula deve ir longe, independente dos desafios.
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