Outra na ferradura
Por Redação
em 21 de setembro de 2005
Grandes indústrias de cigarros admitiram pela primeira vez, na Convenção de Controle do Tabaco – realizada em outubro pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, na Suíça -, que seu produto vicia e mata, mas defenderam o direito de vendê-lo e anunciá-lo livremente. Os ativistas antitabaco consideraram as declarações um truque de relações públicas e desafiaram essas indústrias a revelarem a lista de ingredientes tóxicos de seus cigarros e suas estratégias de marketing no Terceiro Mundo. Temos orgulho de nossos produtos, afirmou David Davies, vice-presidente da Philip Morris. É o único produto legal de consumo que mata metade de seus usuários, questiona Gro Harlem Brundtland, diretora-geral da OMS. A convenção – objeto de negociações formais de 191 governos – debate um pacto antifumo que, segundo a OMS, deve banir globalmente a publicidade do cigarro, aumentar impostos, cortar a produção e controlar sua venda para jovens. Assim seja.
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