Por Redação
em 21 de setembro de 2005
Criado na esteira do Mundial de Surfe Amador, que consagrou nomes como Felipe Pomar, Nat Young, Tom Curren, Vetea David, Fábio Gouveia, entre tantos outros, terminou domingo em Durban, África do Sul, o Quiksilver ISA World Surfing Games, o mundial por equipes.
A competição tem como foco a inclusão do surfe como esporte olímpico, e, assim como o COI (Comitê Olímpico Internacional), a ISA (International Surfing Association), organizadora do evento, liberou a participação de atletas profissionais na prova.
Realizado a cada dois anos, em 1996 em Huntington Beach, Califórnia, EUA, contou com a presença do então presidente do COI, Juan Antonio Samaranch, que ficou bastante impressionado com o nível técnico dos atletas, da organização, do número de competidores e do interesse do público. Mas, apesar disso e de a Olimpíada seguinte ser na Austrália, país onde o surfe figura entre as preferências nacionais, o esporte não foi incluído nos Jogos.
Enquanto isso não acontece, a competição por si tem peso para atrair o interesse da comunidade do esporte, mesmo não oferecendo premiação em dinheiro. O modelo segue o padrão olímpico, com medalhas definindo os campeões por modalidades e categorias, e ao final da competição o país campeão.
Em sua 19ª edição o ISA Games reuniu 34 dos 48 países filiados à Associação e mais de 350 atletas, a maior competição de surfe em número de competidores. Até mesmo países como a Suíça, onde o surfe só é praticado na neve, estiveram lá, disputando 21 medalhas.
O Brasil chegou à fase decisiva, no último fim de semana, com chance de conquistar o bicampeonato – depois de quatro vice-campeonatos chegamos ao inédito título em 2000 -, mas, apesar de conquistarmos dois títulos individuais, terminamos em terceiro por equipes atrás da África do Sul, da Austrália e na frente da França, que conquistou um histórico quarto lugar.
No sábado, com ondas pequenas e os juízes notadamente favorecendo os anfitriões, a capixaba Neymara Carvalho venceu de forma incontestável no bodyboard, e o carioca Marcelo Freitas, facilitado pela interferência cometida pelo sul-africano Jason Ribinnick, se tornou bicampeão no longboard.
Providencialmente o mar subiu e ondas perfeitas de até dois metros marcaram o nono e último dia de competição. No bodyboard o baiano Uri Valadão, que se destacou pelos aéreos durante o campeonato, não achou as ondas na final e terminou em quarto.
Na categoria Júnior, o paulista Adriano Mineirinho surfou muito mais que seus adversários, mas bobeou, cometeu interferência e, somando apenas três notas, caiu para a terceira colocação, atrás de dois sul-africanos.
Na mais importante bateria do evento, a final da categoria open, o Brasil teve dois representantes. Porém, surfando de forma competente, o sul-africano Travis Logie, campeão, e o australiano Mark Bannister, vice, frustraram uma melhor colocação brasileira por equipes. O paranaense Jihad Khodr ficou em terceiro, e o paulista Bruno Moreira, quarto lugar, se tornou o melhor amador do mundo.
Se a terceira colocação ficou aquém da expectativa, ficou evidente, com a média de idade muito baixa do time, que o Brasil vem fazendo um dos melhores trabalhos de renovação do surfe mundial.
WCT
O australiano Michael Lowe, 25, venceu os irmãos Cory e Shea Lopez (2º e 3º no ranking) nas baterias decisivas da quarta etapa do Mundial disputada em Tavarua, Fiji, e ficou com o título. Peterson Rosa, melhor brasileiro, ficou em quinto e subiu para a 12ª colocação.
SKATE
São Paulo abre nos próximos dias 15 e 16 o Circuito Brasileiro Profissional. A prova será na Skate House Brz na modalidade street. Outras duas etapas em São Paulo, Manaus, Salvador, Curitiba e Novo Hamburgo completam o circuito. E nesse fim de semana, no Anhangabaú, centro de São Paulo, o Red Bull Pro atrai todas as atenções.
NEVASCAS
Neve farta no Chile e Argentina vai permitir a abertura das estações de esqui já a partir da próxima semana.
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