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O caminho está traçado

O surfista brasileiro Pablo Paulino conquista o título mundial júnior

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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‘O Brasil não pára de crescer’, essas foram algumas das palavras de Pablo Paulino em seu discurso de comemoração pelo título mundial de surfe na categoria profissional júnior e que foi traduzido para o inglês pelo seu amigo Jean da Silva.

A vitória de PP no Billabong Pro Jr no sábado em North Narrabeen, Austrália, foi a segunda do Brasil em menos de um mês em eventos da ASP, Associação de Surfe Profissional, responsável pela organização das principais provas de surfe, o que contribui para entender sua empolgação.

Em dezembro, o experiente Neco Padaratz, 28, ganhou o bicampeonato mundial do WQS, a divisão de acesso, depois de brilhante campanha conduzida ao longo do ano por Austrália, Ásia, Europa, Brasil e coroada pelo título no Havaí.

Agora Paulino, 19, em início de carreira e recém-contratado pelo patrocinador da prova, alcança o mais importante título sub-20. Em ambos, no WQS e no Pro Jr, o Brasil detém a hegemonia, são sete títulos em 13 edições do WQS e três em seis do Pro Jr.

Para dar a exata dimensão da importância do Pro Jr basta dizer que os dois melhores do mundo na última temporada, o tricampeão mundial Andy Irons e o vice Joel Parkinson, foram os campeões das primeiras edições do mundial sub-20, em 98 e 99, quando era disputado no Havaí.

O Brasil esteve bem representado em Narrabeen, com seis atletas classificados a partir das duas seletivas sul-americanas disputadas por 114 competidores, além do vencedor do ano passado, Adriano ‘Mineirinho’ de Souza. Tinha a segunda maior delegação, inferior só à dos anfitriões, entre os 48 atletas das sete regiões definidas pela ASP: Australásia, Europa, América do Sul, América do Norte, Ásia, África do Sul e Havaí.

Não faltaram surpresas. Defensor do título, Mineirinho parou nas quartas-de-final quando foi derrotado pelo alemão, isso mesmo, um surfista alemão, radicado em Portugal, Marlon Lipke. Apesar de surfar em casa e ter o maior número de participantes, o time australiano não foi além de um nono lugar. As condições do mar, mexido e com a ondulação irregular, podem ter contribuído para os resultados inesperados, assim como ajudou ao nosso campeão, sem nenhum demérito.

Paulino começou a surfar no Titanzinho, Fortaleza, Ceará, onde as condições se assemelham às encontradas em Narrabeen durante a prova. Na semifinal, arrasou o alemão e alcançou a melhor pontuação da competição, 18,92 em 20 possíveis, e na final de 35 minutos, com o mar um pouco melhor após a chuva, venceu com folga o havaiano Dustin Cuizon.

Assim como Fabio Silva, que já chegou ao WCT e desistiu no meio da temporada, e Tita Tavares, há cinco anos na elite, PP foi criado na favela do Titanzinho e saiu da pobreza graças ao esporte. Tita foi sua incentivadora, dando a ele suas primeiras pranchas.

Residindo atualmente no Rio e, agora, com patrocínio da Billabong, a vitória no mundial Pro Jr deve contribuir para que ele evolua. Surfe para isso ele tem, exemplos, para o bem e para o mal, também. O caminho está aberto.

Novidades no WQS 2005
O mundial de surfe está mais forte na América do Sul. Além de o Hang Loose, em Fernando de Noronha, ter subido de quatro para cinco estrelas, foram confirmadas novas etapas no Peru (feminino), em fevereiro, no Equador, em março, e na Bahia, em junho. As provas de cinco e seis estrelas terão limite de inscritos, e a partir das quartas-de-final as baterias serão homem a homem.

Snowboard
Depois de conquistar um excelente 14º lugar na prova FIS disputada em Mt. Bachelor, EUA, a brasileira Isabel Clark sofreu um acidente competindo no boardercross. Ela teve um traumatismo encefalocraniano, já teve alta, mas está com amnésia parcial e deve ficar fora das competições até março.
  

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