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Bola da vez
Bola Sete – Live at Monterey Festival (Verve)
Este LP de 1966 confirma a tradição da música instrumental brasileira: altíssima qualidade e desprestígio local. O disco mostra que há 40 anos, como hoje, o instrumentista brasileiro é antes reconhecido no exterior, depois em nosso país. Bola Sete mostra sua excelência como violonista e representante da escola brasileira de violão que Baden Powel consagrou e ainda se mantém viva. Bola domina o instrumento, mas seu estilo é muito mais solto e espontâneo do que acadêmico. Sua harmonia, genuinamente brasileira, é um dos pontos que definem e destacam nossa música das demais. Paulinho da Costa na percussão e Sebastião Neto no baixo são dignos do Bola Sete, cheios de técnica, bom gosto e garra.
Luis Bueno, violonista e membro do Duofel
Eletrônico do vovô
Lou Reed – Metal Machine Music (RCA)
Lou Reed fez muita loucura na vida, mas poucas como neste álbum duplo de 1975. Com o intuito de fazer composições eletrônicas instrumentais, armou no estúdio uma teia de equipamentos e gravou em 4 pistas toda espécie de microfonias e efeitos colaterais analógicos. A música da máquina de metal é perturbadora e escutar o disco é, sobretudo, um exercício de paciência. Mas como Lou fez isso 10 anos antes, abriu caminho para um novo som. Música eletrônica no sentido mais literal da expressão. (Bruno Torturra Nogueira)
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