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Neve farta, Copas e Jogos

O campeonato brasileiro de snowboard em Las Leñas

Por Redação

em 29 de setembro de 2005

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Faz 11 anos que o Brasil dribla sua incorrigível limitação geográfica e se manda para estações de esqui sul-americanas a fim de realizar o Nacional de snowboard. Os caminhos que nos levaram até lá foram cheios de bumps. Entre outras coisas porque tivemos que superar um certo complexo de inferioridade. O mesmo que devem sentir os suíços quando têm de nos enfrentar no futebol. Mas é fato que, depois de uma década, dá para dizer que estamos nos saindo bem.

Na semana passada, a Ballantines Continental Cup, que pela primeira vez aconteceu na argentina Las Leñas, conheceu seus vencedores. E neste ano, véspera de Olimpíada, o campeonato foi bastante concorrido. Na verdade, o Brasileiro é dividido em dois, um que conta pontos para o ranking mundial (FIS) e outro amador (Open), exclusivo para os brasileiros. Não bastasse o funil olímpico, a excelente condição de neve na temporada está atraindo para os Andes os melhores atletas do mundo, alguns já classificados que intensificam o treinamento e muitos pretendentes à disputa de fevereiro na Itália. No Brasileiro FIS foram mais de cem competidores, de 15 países. E como o nível dos atletas define a pontuação numa Copa Continental (a partir da média de pontos no ranking dos cinco melhores participantes), o Brasileiro deste ano teve a pontuação máxima para esse tipo de prova, 500 pontos.

No boardercross, no qual quatro atletas disputam uma corrida de obstáculos numa pista com cerca de 450 metros de desnível, o vencedor foi o canadense Derek Wintermans, que desbancou o favorito Xavier Delerue, da França.

O melhor brasileiro foi Mário Zulian, seguido por Ricardo Moruzzi e Felipe Motta. No slalom paralelo gigante, uma corrida aos pares em ziguezague, foi José Carvalho Junior quem levou o caneco. Mas, no masculino, nenhum snowboarder brasileiro, até o momento, aparece entre os classificados para os Jogos. Não houve a prova de half pipe porque a estação não possui esse tipo de pista, e o big air teve que ser adiado e, com poucos competidores, acabou esvaziado. Já no feminino, nossa maior estrela na neve, Isabel Clark, já havia, na etapa da Copa do Mundo de Lake Placid, EUA, carimbado o passaporte para a Itália, onde disputará a prova de boardercross.

Ela se tornou a primeira sul-americana a garantir participação numa disputa olímpica de snowboard desde a estréia do esporte nos Jogos, em 1998.

Além de Isabel, o esquiador brasileiro Nikolai Hentsch também está garantido em Turim, e Mirella Arnhold está quase lá. Agora é a vez de eles mostrarem seu talento na 20ª edição do Brasileiro de esqui, que acontece de 6 a 10 de setembro, também em Las Leñas.

Concluindo a perna sul-americana, a Copa do Mundo de snow começa segunda-feira, no Chile. Nesse evento, que vale mil pontos, cada país só pode inscrever quatro atletas por categoria e modalidade. Obter uma colocação entre os 25 primeiros em uma das oito provas anuais da Copa é condição imprescindível para os que buscam uma vaga para Turim.

Mundial de surfe – WCT
Pela segunda vez consecutiva os dois melhores do mundo se encontraram numa final, e Andy Irons deu o troco, vencendo Kelly Slater em ondas perfeitas de dois metros na etapa japonesa.

Mundial de surfe – WQS feminino
Jacqueline Silva venceu a última etapa importante do ano, na Califórnia, EUA, e garantiu a vaga na elite (WCT) em 2006. Silvana Lima também está classificada.

SuperSurf
Apenas 500 pontos separam o líder, Beto Fernandes (1.870 pontos) do 16º colocado no Brasileiro. Ontem começou a penúltima etapa da temporada, na Costa do Sauípe (BA). A decisão será em Ubatuba.
 

Folha de S.Paulo

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