Por Redação
em 21 de setembro de 2005
Sob ameaça, o norte-americano C. J. Hobgood, 21, venceu pela primeira vez uma etapa do WCT. Nas semifinais do Rip Curl Pro, oitava prova do mundial de surfe 2000, C. J. eliminou o líder do ranking, o havaiano Sunny Garcia, enquanto o segundo colocado, o australiano Luke Egan, garantia a vaga na final vencendo Shea Lopez.
Sunny, havaiano da gema, com o risco da aproximação de Egan na corrida do título do tour 2000, lançou mão de um último recurso, a pressão sobre C.J.: ‘Você não vai entrar no Havaí neste ano, se não vencer’.
Tudo não passou de uma brincadeira, mas o resultado folgou Sunny, o único no circuito deste ano a manter a posição no ranking. Com duas vitórias na Austrália, nas provas que abriram a temporada, Garcia lidera o tour desde o início, enquanto Egan, em segundo, é sua maior ameaça.
Coincidentemente os dois, juntamente com o atual campeão Mark Occhilupo, são os mais antigos competidores, com 15 anos de WCT.
Neste ano a ciranda de posições anda intensa. Ninguém exceto Sunny, venceu mais de uma prova. Taj Burrow, que começou a temporada em segundo, despencou para 14º. E os brasileiros não fogem à regra.
Na semana passada, oito dos nove brasileiros que disputam o mundial estavam entre os 28 melhores que garantem vaga para 2001. O único fora era Fábio Gouveia.
Nesta semana, com o quinto lugar obtido em Hossegor, França, Fabinho já figura na lista dos classificáveis, enquanto três brasileiros, Renan Rocha, Yuri Sodré e Neco Padaratz, estão fora dela. Isso só evidencia que temos uma das mais disputadas temporadas da história.
Do primeiro ao 28º posto, a briga é acirrada.
Ontem começou o período de espera do Billabong Pro, evento móvel que será disputado no País Basco entre as praias de Anglet, França e Mundaka, Espanha. No ano passado o brasileiro Guilherme Herdy foi vice-campeão na prova, disputada em pesadas, longas e rápidas esquerdas, no point break espanhol.
Pelas características das ondas, esta é a prova menos européia, entre as disputadas no continente. O padrão, beach breaks com ondas pequenas, que favorece os brasileiros, foi mantido nas duas últimas provas, mas, no geral, não foi bem aproveitado pelos atletas nacionais.
*
A ‘Onda Dura’ é o nome do livro lançado nesta semana, e que conta a saga do skate no Brasil. Ao longo de 114 páginas, nomes, histórias e imagens foram resgatadas e editadas por Eduardo Britto e seu irmão Fábio ‘Bolota’. Eles levaram três anos para concluir o projeto, um para cada década do esporte no país. Com diagramação e textos simples o livro está agradando a galera das rodinhas. Aos interessados: www.aondadura.com.br.
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