Nada é tão bonito como parece
em 2 de dezembro de 2011
Realidade
Sei que não estou ficando louco porque cada vez mais alinho com o real. Minha tendência natural é jogar farol antineblina na fumaça. Dizem que meus textos são impactantes. Acho que é porque não falo sobre um mundo maravilhoso onde todos se dão bem. As histórias de final feliz que tomo conhecimento são histórias interrompidas ou manipuladas. Em algum lugar foram recomposta. Não houvessem sido reeditadas e não terminariam tão bem assim. O famoso “casaram-se e foram felizes para sempre”, não existe. Todos conhecem a sequência zoológica: o príncipe vira sapo e a princesa uma vaca. Depois vêem os filhos, o trabalho, os parentes, amigos e a vida em si; dura como ela é de verdade.
Sigamos sem mentiras.
Não há amigo oculto.
Todos nós temos maldade.
Não há ingênuos.
Somos todos culpados.
Somente a criança é inocente.
Podemos nos corromper.
Há honestos sim;
Mas não há lógica nas exceções.
A vida é de verdade.
Coitados dos falsos; herdarão a dor.
Ofendemos com a realidade.
Não há sinceridade.
Estamos condenados a ser o que somamos.
Não há salvação.
Não podemos escapar:
Não há fugas possíveis de nós.
**
Luiz Mendes
02/12/2011.
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