NA CORDA BAMBA
Por Redação
em 21 de setembro de 2005
Quem nunca foi ao circo e encantou-se com o malabarista que se equilibra sobre a corda bamba? Pois o que era coisa que víamos só em circo há alguns anos foi adaptado e tornou-se um esporte.
Andar sobre a corda bamba é, há quase duas décadas, treinamento executado por milhares de alpinistas mundo afora. Hoje no Yosemite National Park, nos Estados Unidos, alguns adeptos praticam diariamente um esporte semelhante, levemente modificado, e que leva o nome de slack lining ou loose rope walking.
Basicamente o esporte consiste em atrelar-se uma corda de nylon de um ponto a outro sobre um precipício e fazer o percurso entre as extremidades da corda. A maioria dos aventureiros vai presa a outra corda de segurança para o caso de uma inesperada queda, mas há também quem prefira o ‘free walk’, ou a travessia sem a corda de segurança. O esporte exige preparo físico, concentração budista, balanço e equilíbrio precisos: se o dedinho do pé apontar para o lugar errado a queda é certeira.
Uma das diferenças para aquela corda que víamos no circo é que a slack rope oscila em ondas às vezes gigantescas, de cima para baixo e de um lado para o outro; quanto mais longa a corda, maior o balanço.
Outra diferença é que a maioria dos equilibristas tradicionais, como o francês Philippe Petit, que circundou o World Trade Center em Nova Iorque, carregam uma vara para dar equilíbrio enquanto os ‘slackers’ andam equilibrando-se somente com seus próprios braços.
Os ‘slackers’ usam a corda de nylon enquanto equilibristas tradicionais usam fios de aço. No Yosemite Park, ‘slackers’ andam sobre precipícios de até 600 metros de altura, estando a travessia média em 400 metros de altura.
O percurso pode durar até cinco horas, dependendo do nível do ‘slacker’. Apesar de todos os riscos envolvidos, não há nenhum registro de acidente fatal desde 1983, quando o slack lining começou a ser praticado por alpinistas no famoso parque nacional americano.
NOTAS
Peru à brasileira
Sessenta surfistas de sete países participaram da quinta etapa do WQS realizada em San Bartolo, Peru. Na final só deu Brasil. James Santos ficou com o título, seguido por Rodrigo Dorneles, vencedor da etapa em 98, Marco Polo (3º) e Cristiano Guimarães (4º).
Montanha d´água
Depois de longa espera, o The Quiksilver Men Who Ride Mountains, foi realizado na quarta de cinzas em Mavericks, Califórnia. As ondas estiveram aquém do esperado (cerca de 15 pés), mas a mídia norte-americana deu grande destaque. O título mais US$ 15 mil ficaram com o local de Santa Cruz, Deryl Flea.
TV Star
No ar desde o começo do ano, o programa Board Wild, transmitido pela TV a cabo norte-americana Fox Sports, teve no começo do mês como estrela o fotógrafo Aaron Chang, do staff da revista Surfing, vestindo um boné da revista Trip.
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