MOOD
Nem precisei pisar aqui pra perceber que o humor do americano está diferente. Vejam os exemplos:

– Dentro do avião, todos os comissários de bordo estavam super atenciosos. Pra quem já viajou por alguma companhia americana isso é novidade. Estampavam um certo espírito orgulhoso do tipo: estão indo acompanhar um momento histórico do nosso país. A pesquisa foi inevitável: dos 7 comisários e Obama venceu por 5 a 2.
– Ao meu lado sentou um americano que mora no Brasil. Representante comercial de uma empresa de peças de engenharia pesada. Dessa vez, a empresa não bancou sua viagem mas mesmo assim resolveu pagar do bolso só pra votar. Disse gostar muito o Obama, mas seu voto seria no MacCain por ser seu conterrâneo. O cara era do Arizona e sentiu-se na obrigação de justificar seu voto. Engraçado.
– Todo mundo sabe a eterna chateacão que é passar pela Imigração Americana no Aeroporto JFK de Nova Iorque. Quando se tem um sobrenome árabe como o meu então, nem se fala. Mas descendo as escadas para o saguão onde todos aqueles agentes ficam orientando aos gritos em que fila você deve entrar, já se notava uma diferença: várias TVs ligadas na CNN e na cobertura em tempo real da eleição. Ao ser chamado pelo tenebroso oficial da imigração, respondi a pergunta do porque da minha viagem: vim cobrir a eleição. Sorriso no rosto e a frase: what a historic moment for USA! Não perdi a oportunidade de emendar: For all the world! Para todos nós. Ainda perguntei sobre a festa que aconteceria em Chigado para cerca de 2 milhões de pessoas e que está preocupando as autoridades locais. A resposta venho em tom de torcida: tomada que aconteça! Não precisa dizer de quem é o voto do oficial. Carimbo no passaporte e o YOUSSEF entrou na terra do BARACK.
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