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Matança em alto-mar

A pesca predatória com narguilé ameaça as lagostas da costa baiana

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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Fomos dar um mergulho a 60 quilômetros da costa de Porto Seguro. Quando nos aproximamos de um barco pesqueiro, o capitão gritou: ?Por que não passaram um rádio? Achei que fosse o Ibama?. Do convés da nossa lancha era possível ver isopores recheados com gelo e lagostas gigantescas. Saquei que era algo ilícito. O barco fazia pesca clandestina de lagosta com narguilé ? sistema de mergulho autônomo que usa um compressor de ar adaptado a um botijão de gás. Dali sai uma mangueira que abastece com oxigênio jovens que desconhecem os conceitos de descompressão e mergulham em profundidades de até 50 metros. Cerca de duzentos deles já morreram e muitos sofrem de problemas neurológicos por causa disso. Presenciamos 5 mergulhos de 10 minutos, que renderam mais de 300 quilos de lagosta. Os caçadores argumentam que o processo ?é mais ecológico? do que o uso de redes ? que, teoricamente, matam tudo o que vem pela frente. Como se um erro justificasse o outro.

(Luís Roberto Formiga)

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