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do Gafieiras
Já se passaram dez anos desde que os integrantes do grupo Mamonas Assassinas morreram em um acidente aéreo na Serra da Cantareira (SP). O quinteto corria o Brasil de cabo a rabo cantando os inúmeros sucessos da banda que fizeram com que seu único disco, lançado em 1995, vendesse mais de 2 milhões de cópias. Este fato, aliado ao apelo debochado de suas letras pré-adolescentes, fez com que músicas como “Pelados em Santos”, “O Vira” e “Robocop Gay” entrassem no imaginário popular. Remexendo em seus arquivos, e pensando obviamente nos dez anos sem Mamonas e nos cifrões que isso poderia render, a gravadora EMI achou um registro ao vivo da banda feito em 1995, no Anhembi, em São Paulo. Resultado: na segunda metade de agosto chega às lojas o álbum Mamonas Assassinas ao Vivo!. Além de seus grandes sucesso, o quinteto mostra uma versão inédita para “Twist and Shout” dos Beatles, transformada em “Não Peide Aqui, Baby”, e o tema da Pantera Cor-de-Rosa.
O CD traz também registros de piadas entre as músicas e brincadeiras dos integrantes entre si. O quinteto, que no início se chamava Utopia e fazia versões do Legião Urbana, era formado por Dinho (voz), Júlio Rasec (teclados), Bento Hinoto (guitarra e violão), Samuel Reoli (baixo) e Sérgio Reoli (bateria). A EMI, detentora dos direitos sobre os Mamonas, já havia lançado dois trabalhos póstumos: o CD Atenção Creuzebeck: A Baixaria Continua (1998), com sobras de estúdio, e o DVD MTV na Estrada (2003). Por último, está em fase de produção Mamonas Assassinas, o Filme, longa-metragem baseado na biografia escrita na época a toque de caixa por Eduardo Bueno.
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