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LONG HISTÓRIA

O pranchão, visto como opção de sobrevida, vem se mostrando alternativa de iniciar no surfe

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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Perguntei a um amigo, 30 anos de praia, ou melhor, de surfe, freqüentador de Maresias, esporádico usuário de longboard e que segue com o surfe no pé, por que não participou do Legends, campeonato para surfistas longboarders com mais de 40 anos de idade ou 25 de surfe.
Em outra situação, outro amigo, características semelhantes, nem tanto pelo surfe no pé, era questionado pela mulher com a mesma pergunta. Ela ainda argumentava que vários amigos participavam, que era divertido e usou o clássico ‘o que vale é competir’.
Percebendo certo constrangimento e sua total falta de paciência para argumentar com a patroa, interferi em seu favor. Apropriando-me da resposta do primeiro amigo, mandei: ‘Com aquela turma de carecas, fora de forma, barriga dobrando sobre o calção, cheios de fazer graça que esbarram na palhaçada, e, ainda por cima, sem onda, acho que ele fez bem’. Ela se surpreendeu com o argumento, ele meio que assumiu a posição sugerida e mudamos de assunto.
Aqui, continuamos no pranchão. Desde 1988, quando o legendário australiano Nat Young se tornou o primeiro campeão mundial de longboard, a modalidade não pára de crescer. Basta correr o olho pela linha da arrebentação de qualquer praia com ondas para constatar. Treze anos passados, seu filho Beau, 26, seguindo os passos, trocas de base e outros movimentos do pai, chegou ao título.
Assim como ele, seus antecessores, Colin McPhillips e Joel Tudor, chegaram ao título mundial do pranchão muito jovens, evidenciando que a modalidade, vista por muitos como uma opção de sobrevida no surfe, cada vez mais se torna uma alternativa de iniciar no esporte.
Nos últimos nove anos, o Mundial de longboard foi decidido em uma única etapa. A partir de 2001 o campeão voltará a ser definido com base num ranking, inicialmente previsto em quatro etapas, que já virou três e, esperamos, não virem duas.
Cancelada a etapa da Espanha, na semana passada foi realizada a de Portugal. Em ondas pequenas na Costa da Caparica, o novo circuito teve início com o domínio norte-americano – Kevin Connelly achou ao menos duas excelentes ondas na final e superou o favorito Joel Tudor. Em terceiro, Colin McPhillips e Zack Howard fecharam o pódio para a terra de Bush.
O atual campeão, Beau, dividiu a quinta posição com três brasileiros, Olímpio Batista, o três vezes vice-campeão mundial, Alexandre ‘Picuruta’ Salazar, e a revelação, agora para o mundo, Danilo Rodrigo, o Mulinha, de apenas 16 anos, que tem potencial e muito tempo pela frente para alcançar um título que ainda não veio para o Brasil.
A próxima etapa está prevista para Saquarema, RJ, entre os dias 25 e 29 deste mês. Lamentavelmente, a apenas duas semanas da prova, não é possível grafar um ‘acontecerá’ no lugar de ‘está prevista’. Crise de energia e instabilidade no câmbio são alguns dos argumentos que fizeram correr os patrocinadores já em fase adiantada de negociação.
A prova no litoral fluminense conta com o apoio da prefeitura de Saquarema e do governo do Estado do Rio de Janeiro, mas faltam R$ 100 mil para viabilizá-la.

NOTAS

SNOWBOARD
Valendo como seletiva para os Jogos de Inverno de Salt Lake City, EUA, em 2002, começou esta semana em Chapelco, o Nokia FIS Continental Cup, valendo o campeonato argentino e US$ 200 mil em prêmio. Completam o Tour o Campeonato Brasileiro (no Chile) e o Chileno. Em seguida, Valle Nevado sediará a etapa de abertura do Nokia FIS World Cup 2001/02 com US$ 80 mil de premiação.

ÁFRICA DO SUL
Começou segunda-feira em Durban, o Mr. Price Pro, ex-Guston 500. Mais de 300 surfistas, homens e mulheres, entre eles 28 brasileiros, estão disputando 2.500 pontos no ranking WQS e US$ 125 mil em prêmios. Na terça, em Jeffrey’s Bay tem início a quarta etapa do WCT.

SUPER TRIALS
Três natalenses entre os finalistas da quinta etapa da divisão de acesso do surfe nacional. Em boas ondas em Campos dos Goytacazes, RJ, Fabrício Jr. ficou com o título, e o carioca Victor Ribas, em segundo, seguidos por Joca Jr. e Marcelo Nunes

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