LÍDER DESEMPREGADO
Por Redação
em 21 de setembro de 2005
Somando resultados de apenas três competições este ano no WQS, o baiano Armando Daltro já tem metade dos pontos necessários para sua manutenção no WCT do ano 2000.
Ele, que há dois anos integra a elite Mundial do surfe profissional, conquistou essa confortável posição no ranking de acesso com uma expressiva vitória na Argentina, o primeiro seis estrelas do ano, mais um segundo lugar em Florianópolis.
Apesar do excelente retrospecto de largada, o líder do ranking encontra-se sem patrocínio. E se já não estava fácil conseguir alguma empresa disposta a pagar o que ele vale pelo padrão do mercado internacional, a mudança da política cambial no país complicou em muito sua vida, como a de todos nós.
Esse caso isolado no momento, certamente se repetirá ao longo do ano, caso o dólar permaneça nas atuais cotações. O segmento, leia-se principais potenciais patrocinadores, já vinha vivendo dificuldades antes do nosso ‘crash’ de janeiro. Pior agora, período sazonalmente ruim, agravado pela situação econômica. Com isso, a participação de brasileiros no Tour certamente ficará comprometida.
Acabou a parada de surfistas amadores se profissionalizarem e irem direto correr o WQS. Hoje os patrocinadores terão que avaliar muito as reais chances de seus atletas. Para investir em bilhetes aéreos, hospedagens, locação de carros, alimentação e inscrições, tudo em dólar, ficou muito mais importante, aproximadamente 60%, se analisar o possível retorno. A tendência natural é de redução de brasileiros no circuito, uma pena.
Por outro lado, o circuito brasileiro está mais forte. As mudanças definidas ainda em 98, a partir de reivindicações dos próprios atletas, valorizaram as etapas exclusivamente nacionais, ficando mais atraente para eles e por consequência para o público. Isto, é claro, se não vierem as costumeiras ondas de cancelamento.
NOTAS
Todos os Santos
Rodrigo Resende (5o) repetiu o desempenho de 98, mas como Carlos Burle foi mal, o Brasil ficou apenas em sexto no Reef Brazil Big Waves. As ondas também estiveram bem aquém das da primeira edição. O australiano Paul Paterson foi o campeão seguido pelo tahitiano Vetea David. Em terceiro ficou Ian Amstrong da África do Sul, país campeão por equipes.
Voltando por baixo
O surfista Neco Padaratz, que no ano passado abandonou o Mundial, volta a competir. Apesar de estar treinando pouco, acredita que participando de 10 etapas conseguirá oito bons resultados para retornar ao WCT. Com poucos pontos no ranking 98, terá que disputar muitas baterias para chegar entre os primeiros.
Ar rarefeito
A maratona mais alta do mundo acontece em abril a 5184 metros de altitude no Everest, Nepal. Se correr 42 km já é difícil, imagine com pouco ar e muito frio. O único sul-americano convidado foi o triatleta Sérgio Cordeiro.
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