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Se tem uma coisa sobre a qual Laila Varaschin não pensa, essa coisa é a velhice. Durante nossa conversa, a gaúcha tinha uma resposta na ponta da língua e no fundo do cérebro para tudo quanto é pergunta – especialmente quando falamos sobre sua jovem personalidade.
De certa forma, sua alguma idade dialoga com o lugar onde vive. Ela tem 24, Brasília tem 54. “Existe uma mobilização em relação ao fazer cultural da cidade, mas Brasília é uma cidade muito nova e, por isso, ainda é um pouco parada”, diz a moça, que de parada não tem nada.
Ela chegou ao Distrito Federal aos 13 anos. De lá para cá, Laila fez novos amigos, começou a namorar, resolveu cursar Antropologia na UnB, mudou para Audiovisual na mesma universidade e hoje trabalha no Espaço f/508, dedicado à fotografia.
Acostumada a ficar atrás das câmeras, ela não teve problemas em passar ao primeiro plano. “Achei super tranquilo, primeiramente por já ter posado antes, mas principalmente por ser amiga da Raquel e já conhecer o trabalho dela”, conta.
Na casa de uma amiga, Laila se despiu sob o patrimonial céu de Brasília. A cidade monótona, de uma cor e um traço, ganha outras linhas e tons com a moça de inflamados cabelos longos e curvas justapostas.
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