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Jogo Brasil x Costa do Marfim

Por Luiz Alberto Mendes

em 21 de junho de 2010

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Copa do Mundo – Jogos do Brasil

 

Não gosto de futebol. Mas é claro, também sou humano e brasileiro, particularmente. Então é quase impossível não me envolver na emoção geral. Aos poucos me vou assenhorando das informações. Quais as seleções que vão indo bem, as zebras e as promessas que fracassam. Quando soube que a Argentina havia tropeçado logo no primeiro jogo, senti como que um alívio. Pelo menos isso. Depois a Alemanha assustou: parecia um furacão…

Comecei assistindo os jogos das seleções mais tradicionais. Queria conferir se estavam fortes para ganhar do Brasil. E veio o primeiro jogo da nossa Seleção. Fiquei triste. Com aquele joguinho sabia que não iríamos a lugar algum. Desinteressei novamente. Não tinha graça, o Brasil não seria campeão…

E veio o segundo jogo da Argentina. Eles arrasaram a Coréia do Sul. Parecia um rolo compressor. Na hora já esquentou a cabeça. Encontrar esses caras novamente… Jogo com eles sempre é ruim. Se bem que nos últimos eles se deram mal pacas. Mas não gosto de pensar que se nós não formos campeões, eles serão. A Alemanha tropeçou na Suiça e tomou o dela. Tranquilizou um pouco. Esse é outro rival poderoso. A Italia até então não havia ganhado de ninguém. A França tomou um couro do México. Nossos rivais mais duros estavam perdendo.

E veio o jogo do Brasil com a Costa do Marfim. Ai sim vi futebol. Não esta como deve ser, mas já havia um desenvolvimento fantástico. Era outro time. Fiquei muito feliz em ver o meu país ganhar. Vibrei muito a cada gol, principalmente no segundo gol do Luiz Fabiano. Com o braço ou não, o cara mereceu aquele gol pela luta que travou com 4 ou 5 zagueiros para poder chutar. Mas fiquei com a maior bronca quando, por puro descuido nosso, eles conseguiram diminuir o placar.

O que mais ficou claro para mim nos jogos que tenho assistido, é que cada jogo é uma batalha encarniçada. Em determinados momentos os jogadores parecem gladiadores. Excedem. Alguns voam, como Julio Cezar naquela defesa, lembra? Outro chutam até a alma do jogador adversário, como quase todo o time da Costa do Marfim. Outros enganam como Luiz Fabiano e o sujeito que armou a expulsão do Kaka.

É uma guerra esportiva. Quase todos que estão em campo se conhecem. Grande parte joga em times europeus e são até colegas de equipe, fora da Copa do Mundo. Em campo haviam se cassado desesperadamente. Valia quase tudo (claro, havia a falta também, mas não sendo na área…). Acabam os jogos e eles se abraçam, trocam camisas e esquecem toda rivalidade de minutos atrás. Acho que essa é a melhor imagem que nós, seres humanos podemos passar de nós. Estão me convencendo; o futebol é até um esporte legal de ser assistido também.

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Luiz Mendes

21/06/2010.  

                            

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