apresentado por Peugeot

Levamos a chef Janaina Rueda para um passeio no Peugeot 2008 Crossway por São Paulo e visitamos sua cozinha experimental

O nome dela é Janaina Rueda, mas pode chamar de dona Onça. E ninguém ganha um apelido desses, que acabou dando nome ao restaurante que abriu em 2008 no centro de São Paulo, impunemente: Janaina é uma fera. A atitude sempre firme é a ideal para que se obtenha sucesso em uma das profissões mais brutais que existem: a de comandar a cozinha de um restaurante. “Sou movida por desafios, mas o ambiente na cozinha é brutal: nada pode dar errado, tem um monte de gente lá embaixo e seu nome lá em cima, e alimentar o outro é como alimentar o seu filho, tem que ter o mesmo cuidado”, diz enquanto mexe um panelão de ferro dentro do qual, em pouco tempo, vai nascer um cuscuz de porco.

 

 

Só que aos 43 anos, Janaina anda descontente com a forma como temos tratado uns aos outros. “O ser humano deveria pensar no outro com mais empatia”, diz, refletindo sobre como cozinhar é ao mesmo tempo um ato de amor e de resistência: “O que eu coloco na comida tem a ver com política, com o que é melhor para o meu país. Se eu usar ingredientes industrializados, estou dizendo uma coisa, se me preocupo com a origem do alimento, estou dizendo outra. O papel do cozinheiro é mostrar que tudo pode ser transformado”.

 

 

TECNOLOGIA NA COZINHA

Para seguir transformando, ela faz uso da tecnologia: “Com as redes sociais, estou perto das pessoas. Hoje minha cozinha é também vegetariana porque percebi que havia quem se chocasse quando eu postava a foto da cabeça de um porco. A tecnologia traz essa possibilidade, e só existe uma coisa que a tecnologia nunca vai mudar na cozinha: o braço. A terapia é essa, e prefiro ter um carro supertecnológico como esse Peugeot a uma colher de pau automática”, diverte-se.

 

 

A fim de experimentar o que de melhor o mercado oferece hoje em matéria de tecnologia de ponta sobre quatro rodas, Janaina passou o dia dirigindo o SUV Peugeot 2008 pela cidade. Usou o carro para, entre outras coisas, ir ao Mercadão fazer compras. Mostrando-se impressionada com o que via – e sentia –, disse, rindo: “Gente, é muito moderno esse carro!”.

 

Janaina cresceu em um cortiço na região central de São Paulo. Foi criada pela mãe, pela avó e por uma tia, comendo o que dava, sem frescura. O centro da cidade é, portanto, seu lar. “Não abri um restaurante no centro querendo revitalizar nada, queria era ficar no meu bairro e acho cada dia mais que o centro precisa ser o palco das periferias; é aqui que a gente convive com a puta, com a travesti, com o vendedor de coco. Fui criada no meio da malandragem, comigo é papo reto.” Mas ela sabe que seu Dona Onça não é tão barato: “Agora só vou abrir coisas baratas: comida excelente a preço popular”.

 

 

Janaina é casada com o chef Jefferson Rueda, dono do restaurante A Casa do Porco, com quem tem dois filhos. “Ele é muito técnico e me ajuda demais, mas tenho filho para cuidar e não posso cortar o quadradinho assim tão certinho. Mulher tem mais coisas para fazer num dia”, diz, rindo, ainda mexendo o cuscuz dentro do panelão de ferro, e antes de emendar: “Meu marido é meu concorrente mais feroz, tenho que tomar cuidado com ele, não posso ficar moscando, não”.

 

 

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