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J-BAY E ITAMAMBUCA

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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O que as praias do título têm em comum além de boas ondas, água salgada e areia? Muitos surfistas claro, e no último final de semana, o fato de ambas servirem de palco para um momento especial do surfe nacional.
Na quilométrica e famosa direita sul-africana o Brasil obteve seu melhor desempenho na atual temporada do WCT. Apesar de um início decepcionante, quando os nove brasileiros integrantes da elite mundial perderam na primeira fase, o ‘time’ se recuperou classificando seis na repescagem, e acabou com dois atletas no pódio.
Logo após vibrar com a classificação de Peterson Rosa na semi-final, Teco Padaratz entrou na água com a expectativa de fazer uma final verde-amarela na África do Sul. Mas por uma pequena diferença o australiano Jake Paterson acabou vencendo.
Já Rosa chegou à final embalado. Depois de despachar o número um do ranking, Sunny Garcia, nas oitavas-de-final, fez outras duas baterias brilhantes. Mas Jeffrey’s Bay não estava com suas clássicas ondas quando Paterson e Peterson disputaram a final. O brasileiro não achou as ondas e o australiano levou a melhor.
Após o Billabong MSF Pro, quinta etapa do ASP World Championship Tour, seis brasileiros estão na zona de classificação para próxima temporada. Flávio ‘Teco’ Padaratz, está em terceiro. Peterson, com o vice-campeonato, subiu para o sexto lugar, antes ocupado por Guilherme Herdy, vice-campeão na quarta etapa em Fidji, agora na 11ª posição.
Os irmãos Padaratz estão em extremos opostos no ranking mundial. Neco, visto como a maior esperança de títulos para o Brasil, até aqui não passou uma única bateria. Já seu irmão mais velho, confirmando a expectativa de poucos e surpreendendo muitos, faz uma excelente campanha.
A disputa da final em Jeffrey’s não permitiu que Peterson chegasse a tempo para a terceira etapa do Super Surf, disputada em Itamambuca, Ubatuba, SP. Mas a ausência dos brasileiros integrantes do WCT não ofuscou essa que foi a melhor prova do Brasileiro 2000.
Boas ondas, nível técnico lá em cima, mais de 40 notas acima de oito, praia cheia, um público interessado na competição, organização redonda, coroando o trabalho de Paulo Issa na praia onde organizou seu primeiro campeonato, em mil novecentos e guaraná com rolha. Nas quartas-de-final, qualquer um dos oito competidores apresentava credenciais para ficar com o título.
Mas a excelente fase que atravessa Tadeu Pereira, e o fato de surfar em casa foram determinantes. Atual líder disparado do Super Trials, primeiro a garantir a vaga na elite nacional em 2001 – líder do ranking paulista, vice-líder no ranking brasileiro de duplas com Odirlei Coutinho -, a vitória em Itamambuca fez com que Tadeu ficasse a míseros 10 pontos atrás do líder (2010 x 2000) o potiguar Marcelo Nunes.

NOTAS

WQS
Tem novo nome o mais antigo campeonato do circuito mundial da África do Sul. Começou dia 11 e vai até 16 de julho, em Durban, o Mr. Price Pro, substituindo o Gunston 500 – marca de cigarros, patrocinadora nada apropriada – que dava nome ao evento desde 1969.

Snowboard
Acontece de 15 a 22 de julho no Valle Nevado, Chile, o VI Campeonato Brasileiro. O evento é parte do Nokia Snowboard Continental Cup, etapa sul-americana do campeonato mundial, válida como eliminatória para os Jogos Olímpicos de Inverno em Salt Lake City, EUA.

Porta do Sol
Começou ontem o período de espera pelas melhores e maiores ondas em São Vicente (SP), onde acontece a decisão do título paulista de surfe. Os 16 competidores classificados aguardam o anúncio oficial para a disputa que terá cerca de três horas de duração.

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