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Quase sempre é assim: ataca-se o novo que não se conhece e não se controla bem, mais por medo e preconceito do que por lógica e razão.
Fala-se mal da Internet, das redes sociais particularmente. Dizem que as relações são superficiais, as notícias são mentirosas, as malandragens comuns e associou-se até a pedofilia a tais redes, como se fossem elas a origem de tal psicopatia.
Eu cá já penso diferente. Detesto saudosismos, creio que precisamos acompanhar as mudanças e vantagens que a tecnologia oferece. Contraponho que se as relações são superficiais, cabe a nós aprofundá-las. Construí grandes amizades nas redes, relações profundas e me sinto muito gratificado de conservá-las. Relacionei-me com as mais diversas pessoas, tive contato com gente aos montes, quando antes estava condenado a conhecer somente aqueles que estavam ao meu redor. Na Internet fui estimulado a uma comunicabilidade que não existia, me integrei ao mundo, aos conhecimentos e a uma vida em expansão constante. As notícias mentirosas me ajudaram a ser mais crítico, capacitaram meu discernimento. A cobranças indevidas me deixaram mais esperto. Os pedófilos me convocaram a prestar mais atenção a meus filhos, o que estão fazendo e como estão fazendo.
A internet e as redes sociais são uma grande escola, mestres de conhecimentos inesgotáveis. Não é possível condenar. Quem julga, na maioria das vezes, é quem não quer se dar ao esforço que exige para assimilar suas práticas. Internet não é o futuro; antes é o presente vibrante de novos conceitos e novas apropriações. Os incontáveis benefícios que nos traz a torna imprescindível à nossa existência.
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Luiz Mendes
05/09/2015.
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